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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Amada Solitude

Imaginária solitude!
Venhas me acolher...
Abraça-me com teu fulgor
E abrasa esta minh'alma fugidia...
Dá-me o ardor de teus braços
E os afagos para teus cabelos...

Ó, amada Solitude...
Por que andas tão distante?
Esqueste do amor que me trazias?
Dos sonhos que me fizeste deleitar,
E o prato que enxugaste d'alma minha,
Que por tanto amar, me fiz tão teu...

Quão distante estás, doce Solitude,
Que estes olhos, tão teus, inebriados
Do cansaço dos dias que passam,
Não podem ao menos tocar os teus,
Tão meus quanto pudeste tê-los feito
Na moldura d'alma tua, tão devotos a ti?

Por onde vagureias, doce Solitude,
Cujos lábios não me podem dedicar
Rimas ou versos, canções ou calor?
Por onde passas que não vejo, Solitude,
O amor que tanto me elevou, vivificando-me
À tertura que só tu ousaste mostrar-me ter?

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