Total de visualizações de página

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

À Inspiração

As palavras ecoam como noutr'ora. 
Nebulosas, ampliaram sua densidade, ainda que permaneçam como são.
A impermeabilidade solidificou-se - por fora -, trazendo tranquilidade temporária, até que cada gota sanguínea venha a recuperar-se... e, desfalecida - por dentro -, tornou-se ainda mais transparente.

As palavras acalmam-se em ternura...
Repletas de um brilho opaco, ofuscam toda treva pseudo-racional, e atemorizam seus interlocutores...
Trazem paz ao passo que dilaceram toda promiscuidade, toda sujeira subversiva, a todo aquele que tenta silenciar a alma que canta, alma errante, mas "tentante"! 

Ah.. por onde andas, às quantas, doce inspiração? Por que não me retomas pelas mãos e me inebria com tua altivez? Venhas trazer-me à tona toda eloquência que passara por tempos longínquos e que há tanto mais tenho visto... Por onde andas, amiga poesia? Por que abandonaste o abandono d'alma minha?

Ah... ei-las, as palavras! Quantas são, ainda que repetidas, nunca repetitivas, enquanto únicas figurantes dessa doce fantasia, incutidas em tão limitado ser insignificado...
Doces palavras... Elas, que atenuam a dor do pranto, e que sofrem no silêncio do olhar por tanto quererem se expressar quando, deveras, não podem...

Wesley Mendes - 16/12/2016 às 13:47h

Nenhum comentário:

Postar um comentário