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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Passarinho

O que há, passarinho? Por que te enquadra a melancolia?
Se é torpe o vazio que paira ante a aurora,
Que haveria de ser a plenitude?
Onde anda a grandeza de tuas asas,
Já que vasto é o belo firmamento?
Por que não cantas a formosura do alento
Enquanto resplandeces ao solstício?
O que há, passarinho? Por que te consomes no pranto?
Se é dia ou noite, não percebes mais as querelas e se esvairam as quimeras d'outrora?
Que poderia ser, antes sendo, abstendo-se da grandeza-mor, suma essência do existir?
Já não mais plumas os céus do entardecer e não mais rubra-se a devanear-se,
Por permitir ser o que não mais deveras fora, restando as sombras do que nunca se foi.
07/12/2015 13:45h

2 comentários:

  1. Resumindo.. lindo! Triste, curioso, belo e profundo.. :) perfeito. Parabéns

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