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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O DESCONHECIDO E O ESSENCIAL

O DESCONHECIDO E O ESSENCIAL

O desconhecido é um presente presente. Se estamos aptos ou não, não importa, pois lá estará...
As mudanças vêm e devem ser vistas com bons olhos, pois a imaturidade não permite que se enxergue o lado bom das coisas sem que nos sintamos acuados, ofendidos... Já que, tudo que sentimos, é consequência daquilo que fora estabelecido ao longo dos tempos.
Preocupamo-nos, porém, com o passar dos tempos, se conseguimos alcançar o vislumbre da liberdade e a liberdade de ser a estrela principal da história que realmente importa: a nossa própria vida.
Não seja por ninguém! Apenas seja para você mesmo. Não busque preenchimentos alheios, mas o que é de sua essência em preencher-se! Verifique o que é bom e que, deveras, não agrida o outro. Se sua felicidade incomodar, lembre-se que a FÉ já está inserida na FElicidade! E se não der certo? Certamente não amadureceu o suficiente, não chegou a hora oportuna. Seja paciente e espere... espere... O benefício será o exercício da paciência (que, certamente, não tenha sido praticada enquanto esteve sendo clivado pelos fatores externos...).
O desconhecido talvez não seja tão desconhecido, mas o clivo ou a estagnação que você mesmo encrustou naquilo ou em quem você enxergou. Isso permitiu que você não fosse suficientemente competente a lembrar que mudamos o tempo todo... que evoluímos... que crescemos... e que até a morte faz parte da mudança. Dar lugar ao outro (entenda-se "novo) não deve ser visto como uma catástrofe, mas algo essencial, algo que sempre acontecerá. O tempo não é estático e é nosso maior professor.
Eduque-se! Respeite os espaços. Crie padrões e perceba que você mesmo possui tais padrões. Perceba que quem está ao seu redor está atolado de padrões. Estética? Talvez, mas isso é fútil. Perceba o fundamental: aquilo que está no comportamento, no pensamento, na humanidade e no lado divino também! Apenas perceba... e veja se podemos aprender algo com isso. Segundo a ciência, nossa maior dádiva é a de aprender a vida inteira, pois todo conhecimento é inesgotável em sua materialidade (graças a Deus!!!!!).
Sinta-se amado. Ame-se muito. Ame-se mais que qualquer coisa. Isso mesmo. Que qualquer coisa! Porque qualquer coisa é objeto e todos valemos mais que qualquer coisa. Ame-se demasiadamente e muito lhe será acrescido. Perceba que não foi mencionado "amar mais que aos outros" ou "super-valorizar-se e pisar nos outros"... não! Apenas procure se cuidar. O jargão que está percorrendo as redes é o de que "que não se ama, não poderá amar ninguém". Posso concordar, mas não vou discordar, deixando no ar.
Enquanto Cristão, menciono que "amar-se é amar a Deus, pois (no que tenho fé) somos Templo do Espírito Santo". E é com essa simples mensagem que se podem desenvolver inúmeras reflexões pertinentes e sábias (por favor, abstenham-se de babaquices intelectuais e infantis, pois não são salutares) acerca do "cuidar-se", do amor ao próximo e do amar como a si mesmo.
Perdoe. Sim, o mais difícil. Em recente situação, levei 1 ano para conseguir perdoar. É claro que é difícil, mas aconteceu. O perdão vem. Devemos nos orgulhar de conseguir perdoar, pois também somos perdoados. Triste de nós se não nos importamos se não fomos perdoados por quem ferimos. Os problemas existem. Difíceis ou não, sempre serão problemas, dificuldades, tribulações... só mudam de endereço. Mas existem. Cada um sabe como lidar (nascemos prontos para isso! É preciso exercitar o dom). Mas o pior perdão de ser dado é aquele que nos remete ao perdão que recebemos. É o clivo pelo clivo: o que fiz com alguém não admito ser feito comigo. É engraçado isso. A mesquinharia do ser humano está em não admitir a passibilidade de erro. Não somos divindades! Somos humanos e tropeçamos. Ao cair, podemos levantar e não podemos tirar o direito de alguém se reerguer. (que texto longo!)
Estender a mão para ajudar é outro ponto. Não vou adentrar. Alguns já pensarão "estender a mão para quem já quer o braço, a perna...". São minudências que não valem à pena. Apenas "dê com a mão esquerda para que a direita não veja"; faça sem a intensão de ser retribuído um dia e não queira passar à vista (vulgo "passar na cara") num futuro inverso e verossímil. Não seja medíocre, pois todos sabem que "o mundo dá voltas", mas esquecem que o sorriso no rosto de quem "faz o bem sem olhar a quem" é muito maior, tem mais brilho e atrai mais amizades, mais alegria e faz bem à saúde.
Não permita o clivo do diferente lhe amargurar. A tendência é que as pessoas se tornem absolutamente iguais quando se abrem ao "novo" (tema para outra reflexão: será que o novo é novo, de fato?), ao "diferente", ao que "não 'sou' eu" e "não é de mim". Somos cliváveis, estamos clivados. Temos um coração cheio de marcas. As marcas atingem nossa alma e nos modifica. Aos que perderam sua essência, que permitiram viver em corrupção, em pisar no semelhante, em odiar e esquecer de amar o humano ao invés do objeto, do dinheiro, do lucro, meus pêsames, pois a vida não fica aí: a vida passa ligeiramente, pois o sol brilha, as nuvens passeiam e são modificadas o dia inteiro e todos os dias; há dias quentes e frios, mas o mesmo é o sol, que se desgasta ao longo de milhares de anos; há dias com brisa e outros sem; há dias barulhentos e outros com silêncio "zen"; há dias em que pensamos nada e outros que nos permitimos escrever... há dias... apenas dias.
E você fez....? O que se fez? Em que mudei? Fui aceito pela mudança? Melhor é o estrangeiro, pois é mais bem aceito em seu estado atual do que o "mudante", que reencontra os amigos e não é mais o mesmo! Engraçado é isso: não posso ser mutável aos conhecidos, mas ao desconhecido sou mais um amigo.

Pensemos nisso, pois não sabemos de nossos valores. Somos clivados diariamente e nem nos damos conta do que aconteceu conosco. Alguns admiram, sim. Outros preferem a inconformabilidade, pois é "viável" criticar a fazer melhor (dizem as más línguas...); É viável que não sejamos mutáveis, previsíveis, pois "Narciso não acha belo o que não é mesmo velho"; É mais interessante já saber o caminho, é mais confortável saber onde pisar a ter que ferir os pés, arranhar-se pelo desconhecido-conhecido.

Eu mudo, graças a Deus. Você é mutável, graças a Deus! Quando mudamos, saiba, aprendemos muito mais. Ser estático é ruim, pois se alimentam os lobos das fáceis ovelhas que trilham os mesmos caminhos diariamente. Não "mude apenas por mudar", mas "porque a mudança se fez necessária e me levou a um novo ponto, um plano superior". Leia mais livros, leia de tudo. Veja novos filmes e diferentes do seu "gosto" pessoal. Limite-se a gostar de ler, de ver filmes, de conversar (não importa sobre o quê, mas conversar! O mundo parou numa tecnofilia louca que as pessoas nem se olham mais!), de caminhar à beira-mar vendo o sol de pôr! E de mergulhar no mar, claro!!! Ver a beleza da madrugada, de como o céu e as nuvens se comportam diferente (sim, é verdade!! É muito diferente!!), de como o som do tempo muda...
...Apenas viva. Os detalhes são mais importantes que as coisas gigantes e estrondosas. Nem tudo e mato! Cada folhinha tem algo particular, cada flor exala um cheio diferente, até o cair n'água de um rio muda para o outro... Vista um kimono (karate-gi), calce um tênis e vá correr na avenida. Mova-se! Toque um instrumento musical e sinta o quão fabulosas são as notas musicais que ressoam em sua mente, em seu corpo, alcançando sua alma! É dádiva!!
E, ao fim do dia, quando encostar sua cabeça no travesseiro, certamente lembrará de como foi maravilhoso o seu dia... sua mente começará a lembrar de tudo e, quando menos esperar, estará sonhando enquanto Deus te prepara um novo dia para se fazer tudo melhor que antes.

Santo dia a todos!! A paz e um beijo na alma de todos vocês, meus amigos angelicais, presentes de Deus em minha vida!! Cada um de vocês têm um quê particular acrescentado em minha essência.
Obrigado!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Amiga Saudade, não se vá!...

08/07/2013 1:18h

Amiga Saudade, não se vá!
Não ligue para os tolos,
Pois não sabem o que dizem.

Não se sinta oprimida, Amiga!
Tens a mim, seu fiel companheiro!
Não partas, não quero outra saudade...

Ah, minha doce Saudade...
Não poderia sentir outra, senão,
A tua, pois é minha saudade!

E te sentir me faz bem... A saudade
É dolorida, sabemos... mas é assim,
Pois és Saudade na presença...

...E, na ausência, é saudade,
Angústia de quem tanto Ama,
Plena certeza de quem tem...

E a saudade que entorpece
Não é a mesma em ninguém!
É saudade da Saudade, Amiga...

...E a dor de quem não tem
Não é a mesma de quem sente:
A Saudade é única... e a saudade...

És musa, Eternamente! Saudade
É sentir tua glória, teu fervor!
É a pureza semeada, fruto Amor...

E a Saudade que sinto, Amiga,
Sempre será tua... E a saudade,
que vier, talvez não seja minha...

1:28h

domingo, 7 de julho de 2013

Marcial, músico e escritor, refleti acerca da essência numa "luta" do Anderson Silva. Eis o resultado.

Meditei as palavras do Anderson Silva, proferidas ao final do combate de ontem (06/07/2013) e percebi o quanto estamos desrespeitosos e sem essência... É uma pena...

Como brasileiro, apaixonado por artes marciais, decidi postar esse comentário. Sou um cristão Católico que pratica artes marciais há 20 anos. Em muito dos treinos, nos diversos estilos de arte, aprendi muito com a peculiaridade de cada uma. Neste domingo (07/07/2013), assisti uma reprise da luta do Anderson Silva. E fiz minha análise.
No primeiro ponto, a primeira análise bombardeou o lutador não pelo desmerecimento do mesmo quanto ao adversário... Era evidente que a luta estava "no papo". Impossível de o Spider ser derrotado. Ao final da luta, após um "falso" knockout, nosso campeão estaria "derrotado" (?), mas não foi o que aconteceu.
A luta já mostrava o quanto o Anderson Silva estava num excelente nível. Ele já marcou história, fez seu nome e o nome do país que o pariu. Não havia mais sentido em continuar lutando. Exatamente. Iniciou-se minha segunda análise.
Ao assistir à luta, fiquei decepcionado. O óbvio estava esculpido: Anderson não podia perder! Ele é imbatível. Entretanto, após os escores de toda a palhaçada norte-americana, aquele bando de anencéfalos gritando e querendo humilhar o Anderson, xingando, urrando absurdos, só enalteciam a humildade do lutador.
Foi no tão esperado discurso, pós-discurso do campeão Chris, que a verdade veio à tona. Tudo em inglês e com o grande desfecho em língua vernácula, Anderson Silva mostra a superioridade de um povo que sabe reconhecer não somente a vitória de um adversário, com humildade e sutileza, mas a hora de parar para viver.
E foi assim que minha segunda análise destruiu minha infeliz análise inicial: "Eu treinei muito duro para este momento. O Chris é um grande lutador e é o novo campeão. Ele merece respeito. Agora posso voltar para minha família, meu país e meus estudos. Eu não quero mais lutar por um cinturão. Agora, ele é o campeão. E vcs devem respeitá-lo. Obrigado EUA, obrigado a todos, obrigado pela minha carreira, obrigado Brasil. Brasileiros, respeitem o Chris, ele é o campeão e eu fiz o que pude. Agora, vou voltar pra casa. Deus abençoe todos vcs", e encerrou com um singelo discurso em português.
Parabéns, Anderson. Sua verdadeira e maior vitória é poder voltar para sua vida, viver seus filhos, sua esposa que tanto te espera em cada dia de treino e combates longe de casa, para seu crescimento intelectual, espiritual. Não precisa que ninguém lhe diga ser um vencedor ou perdedor, pois seu histórico de vida, suas experiências, quedas e erguidas já gritam isso consistentemente. Sucesso na sua verdadeira jornada, cara!
Deus abençoe!

P.S.: É, amigos. Nem sempre esperamos ter aquilo que precisamos. Somos guiados pelo que "queremos" e esquecemos da essência. Queríamos mais uma vitória... mas.. até quando?! Às custas de quê?! E o cara que tá lá, dia a dia, treinos após treino, sem família, sem mulher, longe dos amigos?! E a estafa?! E o cansaço?! E a vontade louca de voltar pra casa e, simplesmente, viver a própria vida com dignidade?! Ele fez o que precisava fazer. E não teve vergonha disso. Somos Marciais natos... mas não sabemos a hora exata de parar. Chega um momento em que "lutamos a qualquer custo", pisamos em quem quer que seja, só para ter uma pseudo-vitória. Machucamos pessoas, gastamos nosso tempo com coisas vis, supérfluas, passageiras... e esquecemos de alimentar a essência. E, quando nos damos conta, perdemos a vida. Ó, pobres hipócritas, até quando pisarão nas pessoas, afim de que seu ego pútrido seja saciado? Por que não viver com dignidade?! Até que ponto, ó humanidade intelectual ingrata, únicos animais com racionalidade, será capaz de fazer mal ao seu semelhante?? Ele soube a hora de parar. Ele não fez por mal.
Tomemos como exemplo e façamos nossa parte. Sejamos mais humanos. O mundo anda cheio de promiscuidade, de anti-ética, de desrespeito pelos seus... para quê continuar nessa sujeira? Tenhamos coragem de enfrentar cada derrota e erguer a cabeça com sabedoria. Perder, na verdade, é ganhar: experiência, reflexão, percepção, sabedoria e compreensão de que podemos não ser perfeitos, mas que estamos aptos a aprender das novas lições que a vida nos oferece diariamente.

Graça e paz a todos!! E bom domingo!!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

30/05/2013

Doce entardecer...
Quantas delícias a oferecer?
Quão glamorosa é a simplicidade
Do querer, sem ter, ater a distância?
E perecer às loucuras?


Ó, doce entardecer...
Por que não me respondes
A angústia e o bel-frenesi
Causado pela saudade
Que me consome de injúria?

Caro entardecer, não tarde!
Não me falhe a inconstância
Palpitar deste acelerado, ó, dor!
Aniquila a ânsia minha
E me permita deleitar o estupendo Amor!

Lelo Mendes - 16:37h - 16:45h

quinta-feira, 16 de maio de 2013

AOS JOVENS, IDOSOS E TODOS OS QUE CONSOMEM SEUS PRÓXIMOS E NÃO SE PERMITEM, EM HIPÓTESE ALGUMA, SEREM CONSUMIDOS (NEM PELO BONDOSO DEUS!!!!


AOS JOVENS, IDOSOS E TODOS OS QUE CONSOMEM SEUS PRÓXIMOS E NÃO SE PERMITEM, EM HIPÓTESE ALGUMA, SEREM CONSUMIDOS (NEM PELO BONDOSO DEUS!!!!)

Cancele um pouco esse drama [do cotidiano, da estagnação, do querer compulsivo de estar na defensiva, de ser o COITADINHO SEMPRE, de não admitir, sequer, o próprio erro!!! Muitos já os vêem e você, caríssim@, não se permite!], pois uma coisa é se falar sobre tudo e outra coisa é desmedir palavras que soam como ofensa [é tão bom quando soltamos as farpas e esquecemos de refletir se um simples "algodão" não estaria embebido de veneno...]. Se fui fraco, um dia, por ter permitido alguém me fazer sofrer, não te cabe ficar relembrando de momentos ruins [passados por mim, pela fraqueza, nem Deus, que é o único Senhor do passado e futuro, faz isso!!], pois tenho q ser diferente, tenho que perdoar [aos que permiti que me ferissem] para seguir em frente; e é assim que tem que ser com os seres humanos! Tem que existir isso. Estou percebendo que você não tem lido com sabedoria as palavras, mas que tem tomado do jeito que lhe cabe para tangenciar essas interpretações dramáticas, como se houvesse um crápula ao invés de um amigo [muitas vezes para chamar atenção, muitas vezes por não admitir que precisa de ajuda, muitas vezes, até, para que alguém brigue com você, tudo isso pela necessidade compulsiva de se sentir amado! É preciso Amar para ser amado, e não o contrário!]. Por que estou falando isso? Simples! Porque, na mesma medida que você cobra de mim achar que éramos amigos a ponto de falar sobre qualquer coisa, você mesmo não dá o espaço magnífico que existe entre amigos que tem autoridade suficiente para dizer o que pensam! Exatamente: verdadeiros amigos contam coisas, pedem que coisas não sejam feitas pelo simples fato de existir amor (Philia) entre ambos! É um gesto de nobreza fazê-lo, pois é um meio de aflorar uma amizade repleta de respeito, já que, como aprendi com a essência, um amigo não quer sofrer injúrias de outro amigo... isso não é verdadeiramente amizade.
Agora, torno a perguntar: FUI CLARO??
Agora, mais uma vez, pergunto: Precisa desse drama? Alguns me chamam "Fortaleza", mas precisam aprender que esse lindo dom está no espírito de todos, mas eu também tenho coração, sou humano, somos frágeis (meu coração e eu!) e também necessitamos compreensão! O que mais tenho visto nas pseudo-amizades que de mim se aproximaram foi uma tonelada de anseios, desejos humanos, quereres baseados na carne e no benefício próprios e nenhuma reciprocidade de compreensão! Tenho percebido que o mundo capitalista, novelista, sensacionalista tomou conta da consciência desse povo medíocre (no sentido etimológico da palavra e, enquanto acadêmico da área de Letras, sempre utilizarei do sentido REAL das mesmas), que não sai de cima do muro e vive às custas do que é imposto e, ainda, não têm qualquer poder de reflexão, logo, não sabem o que é, deveras, uma amizade, quanto mais... o amor.
Veja, veja quantas coisas em tão pouco... veja o quanto Deus tem-me feito refletir, quanto tenho estado sozinho com Ele em preces e nas missões... ontem, antes do anoitecer, percebi que estou como Maria, que chamamos "Virgem do Silêncio", serva fiel que dedicou sua vida, pelo silêncio, aos desígnios de Deus... Estou em silêncio, pois o que está dentro de mim são os gritos que Deus mesmo está me ajudando a construir...
Não falo de poesia, mas falo do que o Paráclito está construindo: verdadeiro templo, verdadeira morada de Si...
E isso é alguma exclusividade deste pobre pecador? É algo que me cabe, unicamente? Não... É o que Deus oferece diariamente e... não... nos... damos... conta... E são muitas as missões... são inúmeros os missionários... mas... "A MESSE É GRANDE E OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS"... Portanto, o que de Deus é perene em sua vida? O que, de Deus, não é incógnita, mas discernimento por tê-Lo escutado no silêncio?? O quanto de Deus não são apenas palavras pré-programadas, automatizadas, isentas de essência, livres da moção do Espírito? Estamos vivenciando o Pentecostes (a preparação para receber a efusão no domingo iminente) realmente? E o quanto deste mesmo Paráclito está presente em nosso cotidiano?? O que se passa consigo, amig@? E nós, missionários, o quanto de Deus, tanto proferido pelas palavras, está repleto de suma essência? O quanto não são, apenas, vis palavras repetidas por um e por todos? Robôs?? Automatizações?? E a moção do Espírito?? E a farsa dessa falsa experiência com Deus, o que dizer dela??
Deus é tão generoso que nos mostra a resposta para cada uma das indagações e perguntas sem fim: SÃO AS ATITUDES QUE MOSTRAM A VERDADEIRA AÇÃO DE DEUS NO SER HUMANO, POIS AS PALAVRAS FAZEM PARTE DO DOMÍNIO DO INTELECTO, NÃO DA SABEDORIA [já que o SILÊNCIO é o maior dos dons da Sabedoria, que é dom do Espírito Santo, e via-mor para o divino diálogo com Deus...].

Tenham, todos, um santo dia! Repleto do Espírito de Deus e dos dons do Paráclito!!
Graça e paz a todos!!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Ante a essência...


Ante a essência, ó doce brisa
Da madrugada que consome
Em plenitude a alma minha
Repetindo, à esmo, o meu nome

Clamando pelo que não sabe
- Desconhecida face companheira
Verdade inconsolável...não cale!
A pureza errante da guerreira

Que luta fielmente; ó, Amor!
Virtude que fortalece! Ardor
Da suprema angústia - perecer
A vil incerteza do não se ter...

Lelo Mendes - 18/03/2013 - 03:23h

segunda-feira, 4 de março de 2013

Não somos nada...


Amanhece mais um dia, enquanto outro se foi. As horas passam, todas, rapidamente, nascendo e se pondo o sol consigo. O que fazemos, não importa de fato: trabalho, estudo, família... nada do que é feito é importante. O que é uma árvore, senão, uma sucessão de fenômenos?...
E o sentir? O que é o sentir? O que é esperar acontecer e nada acontecer? E por que nada acontece? E o que leva a não mudar? Isso importa? E o que vem a seguir? Será que depende do que passou? E o que passou, onde está? Aonde foi parar? E todo o desperdício? E o descaso? E o desgosto? E a desonra?! E todo o esforço?? De que vale tudo que foi feito se, deveras, ainda assim, houve o que não se fez?...: a reciprocidade não adquirida, por mais que o ser humano esteja isento de pretensões ou galgado em inextricáveis querelas de algo em troca, é a reciprocidade que nos faz mover... andar... caminhar... agir diferentemente... plantar uma árvore... ou, até mesmo e mais fundamental, regar àquela já plantada...
Não me venham mostrar o erro disso. Mostrem-se, até, divergentes! Isso traz moção... É importante divergir. O que se faz excludente é a corrupção, que é como o vácuo. A ausência de reciprocidade nos faz inóspitos, mas sem a asperidão necessária para que haja movimento pelo atrito: se é áspero, como não haveria tração?
E as horas passam... os dias, consigo, fazem-nos prisioneiros do devir... e dos anseios. Querer torna-se cada vez mais difícil e menos valorizável ao olhar humano da alma. Olhar humano... Onde está a humanidade? Não sei, não sei...
Super Eu, é o que mais tenho visto. Certezas de pisar no meu semelhante é o que mais vale à pena nos dias de hoje. TERRÍVEL! Zero de humanidade, zero de respeito! Valores perderam-se e ainda há quem diga que "valor" é coisa do passado?? Sinceramente estou cansado e estupefato, estarrecido por tantas falácias, tantas verbalizações vazias acerca de "sentimento e relacionamento", acerca do que é bom ou ruim, tantas lágrimas de crocodilo e, ainda por cima, após todo o "chororô" desse "povo" - que, inicialmente, o fazem como recém-nascido -, vejo-os cair no vazio, no desperdício, no "oba-oba". Que bom... sinceramente, que bom! Certamente é um marco que nos auxiliar a enxergar quem dá bons, úteis e agradáveis frutos.
O evangelho de ontem trouxe uma gama de reflexões. O vinhateiro, enquanto protagonista da misericórdia, pede ao dono do plantio que lhe dê mais 1 ano, pois cuidaria daquela que não lhe produzira nada em 3 anos, e o faria com todo o necessário; caso não desse jeito, o dono mesmo cortaria a infrutífera. Que tenhamos, portanto a graça dessa nova chance, quiçá, gloriosa...
...Até quando teremos outra chance?
Retomando o pensamento... O dia amanheceu diferente: havia nuvens no céu, estava ensolarado, porém nebuloso. As lágrimas não faziam parte do semblante corado, e nem o rubro da fenecida face era cabível. A melancolia tornara-se um aliado, revestindo o algoz cavaleiro com reluzente armadura estuporante... Mas, por dentro, já se punha entorpecido e a dor não mais lhe era estranha, mas uma companheira de alguns meses, na qual se fizera fortaleza em avesso.
E o inesperável? Existe, mas quando é que o ser humano se dará conta de tão brutal realidade? Exatamente quando se faz presente, em plena veracidade. Ei-lo, destruidor, esmagador, implacável, destituído de piedade... e de uma segunda chance: esvaiu-se a glória de uma outra possibilidade.
Há, apenas, uma única chance. Perdendo, esqueça-lhe. Como diria o popular "Fi-lo porque qui-lo". Ninguém é responsável pela consequência além de nós mesmos. Por pior que seja a situação, sempre haverá o caminho da dor e o caminho do amor. Quando se perde pela burrice que se cometeu, pelo desejo carnal não controlado (e, aí, já se pode refletir acerca d'um parâmetro repleto de tortuosidades esmiuçadas e que já vinham sendo construídas ao invés de serem evitadas, no mínimo...), pelo domínio do Daemon sobre a Animae, pela perda da razão em detrimento do desejo, simplesmente... Eis o caminho da dor: o ferir aos que nos cercam e, depois, ainda ter que pedir perdão... (?) Talvez, uma anteposição situacional seria de maior valia...
E, com a dor, duas perdas: a de quem fere e a do ferido; quem fere, certamente, perde a felicidade enquanto que, o ferido, perde momentaneamente a razão, mas põe em reflexão sobre tudo o que se passou... Portanto, ao ferido, a perda não é tão devastadora.
Sobre o outro caminho, o inevitável: a perda para a "vida". As escolhas são de todo importantes. Amar incondicionalmente é fundamental. Não existem valores que impeçam nada. Quando se investe no incondicional, já está ditada a regra fundamental: A predileção pelo amor e pelo reconhecimento do valor da ESSÊNCIA de quem se AMA, e nada mais. Vive-se plenitude em felicidade, gracejos, sorrisos, gargalhadas soltas, brilhos infindáveis no olhar, beijos longuíssimos e demais demorados - doces, molhados, quentes e enlouquecidos... -, abraços apertados e que nos dão conforto, segurança, sinceridade, inspiração... carinhos dos mais diversos, profundos, que conseguem arrancar sorrisos nas horas mais devastadoras, destruindo o pranto que vem das entranhas... planos, planos e mais planos, pois não se quer mais ficar longe! Não se tem pretensão de conseguir outra pessoa! Querer estar perto?? Não!! Muito mais que isso!! É o querer passar a vida TODA!! E o tempo segue semeando bons e maravilhosos frutos, e as coisas começam, todas, a dar certo... e as certezas já nem se planejam mais, pois, simplesmente, vão acontecendo e...
...Todas as escolhas já foram feitas, resumindo-se numa só: a simplicidade do querer eternizar o amor ao lado de quem se ama, incondicionalizou-se.
O dia amanheceu, sim, diferente. Algo de errado aconteceu. Algo não estava nos planos. Uma enfermidade, talvez. As horas passam, novamente e ininterruptamente. É preciso correr! E os planos?? E os anseios?? E tudo que estava sendo construído com todo o amor?! O que?? Não há mais tempo?? Mas estava tão bem ontem à noite?? O que houve?? É grave?? Como assim?? Apenas alguns meses?? O que??? Talvez, semanas??? E os sonhos? E os planos?? E a eternização?? Por favor, diga que não é verdade!
Certamente, o dia amanheceu diferente... Talvez igual na maneira em que o tempo se constrói... Talvez nas nuvens do céu... o pelo calor do sol...
Certamente as horas são as mesmas... e o dia que nasceu, também. Talvez a certeza que se tinha, a vontade de viver, de eternizar, não possuam mais a mesma força de antes...
...Talvez até a essência tenha mudado. Talvez a dor tenha vindo para devastar tudo que se construiu dentro da alma.
...Talvez nem a fé seja mais a mesma. Talvez o abalo das estruturas tenha sido sísmico... e foi.
E tudo o que se construiu? E a perda: será que foi maior, agora? E o valor que se deu? Será que valeu à pena? Sim, valeu, e muito! Porque houve essência, houve reciprocidade... houve a beleza do amor INCONDICIONAL. Houve VIDA, deveras. E o vinhateiro olhou para essa parte da vinha e percebeu que deu milhões de bons frutos, agradou demais aos que viram crescendo e aqueceu o coração dos desesperançosos. Melhores frutos que esses? Será que foram eternizados? Eu digo que sim! Mesmo com a dor que veio consigo, pude agradecer a Deus por enxergar tal beleza que, antes, só pude apreciar em filmes, livros: um amor que fora eternizado.
Amanheci na fortaleza da melancolia, mas percebi que essa dor, alheia, é infinitamente maior que a minha... E meu olhar voltou-se para o Céu, em que pude pedir a Deus o conforto à minha amiga, que está distante, agora e necessitando dessa graça.
E as horas pareciam cessar...
E o vento parecia silenciar...
E o sol... ouvia-se o barulho que provocava seu calor...
E a dor que era consumidora, esvaiu-se... e o pensamento voltou a estabilizar... e o que se perdera não mais afetava... mas era lembrança... era a força do que restou de se amar...

Paz e bem...

Lelo Mendes 04/03/2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

De mim...


Doce neblina que paira sobre mim...
que me conduz docemente, enfim,
ao marco do novo... Ó bel-prazer
que, em si, fenece, e enaltece meu ser!

Ante resquícios d'alma, divina errante,
cujas horas fugidias, em veredas tortuosas,
encontraram-se perdidas, vida desregrada,
percebi-me inebriado na incerteza extasiante...

Perecendo, esvaiu-se a similitude sagaz,
embrutecendo-se à esmo, infinita tristeza!
E a certeza descrente do que é capaz

A virtude, em presteza, arrancou-me o temor
rasgando-me o pranto - deleitou-se em fulgor
revelando-se o, Amor, em perfeita beleza...

Lelo Mendes - 26/02/2012

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Da existência do Amor - E sua essencialidade carvalhar


O amor existe...
Se assim não fosse, nem mesmo Platão teria discorrido sobre o tema... Então, lá vai...
Existe uma árvore chamada Carvalho (alguns podem até conhecer tal história, ou, até mesmo, já me ouviram contá-la...) que é considerada a mais forte dentre as árvores e das mais tonificadas magnanimidades naturais. Ela é conhecida por seu imenso tamanho majestoso, e por sua força e resistência peculiares. A capacidade de resistir às catástrofes (terremotos, maremotos etc) chama demasiadamente à atenção de qualquer observador desligado do mundo, que dirá de um curioso. Sua beleza é descomunal: tem a riqueza e o esplendor de uma sequoia, mas seu poderio não permite que viva em comunidade com outros Carvalhos: É tão única que chega a ser "sozinha".
A "solitude" não é em vão, e isso fica óbvio quando se percebe a profundidade que chegam suas raízes, permitindo que nada possa arrancá-la do solo, e o raio que alcançam, que chega a ser quilométrico. É uma árvore extraordinária! Seu "casco" chega a ser comparado com a dureza do Titânio, o que não é nada mal para uma árvore, permitindo-nos imaginar o estrago que seria um ser tão monstruoso vir "à pique" (seria pior que o Titanic, certamente...).
Além desses encantos, da possibilidade de a natureza fazer uma "árvore de metal" mais resistente que os edifícios japoneses, que são os únicos "capazes de sobreviver" o pior dos tremores de terra, e mais inatingível por um Tsunami que a mais alta e bem elaborada construção feita pelo homem, o segredo de sua essência é ainda mais valioso que qualquer uma de suas habilidades.
Esse "mostro" robusto, antes mesmo de sê-lo, fora uma frágil sementinha. Exatamente. Não uma semente já "metálica", como na estrutura final desse produto tão maravilhoso criado por Deus... Não. Ela era sensível, frágil, quebrantável, passível de ser destruída por uma criança. Só o tempo foi capaz de permitir que tamanha magnificência pudesse vir à tona e se transformar num bruto "rei das florestas", um rei único, capaz de respeitar seus menores, mas de não admitir a presença de um igual a si por perto: tem que ser única! O poder destrutivo de suas raízes é considerado a única coisa capaz de derrubar, e em silêncio, um igual, vencendo a mais forte. Sendo assim, digamos, a Liga dos Carvalhos existe em plena harmonia quando cada um dos seus membros está o mais distante possível um do outro. Belíssimo.
Eis que cai uma semente no solo. Anos e anos passarão até que se torne um broto capaz de virar uma arvorezinha. Entretanto, até se tornar broto, a sementinha frágil necessitará de cuidados. Não só de ser semeada, mas aguada (e a natureza faz isso da melhor maneira possível), alimentada, nutrida, fortalecida. A partir de então, aquilo que está no código genético da árvore-futura, mostrará sua essência.
O amor existe...
Todos têm a essência. Todos, sem exceção. Não me venham os palermas de plantão dizendo "eu num tenho". A vocês, meus pêsames, por serem as sementes podres que já se condenaram à morte.
Ser um Carvalho é uma dádiva. Alguns rirão, certamente, mas os poucos que compreenderão já me serão mais que suficientes para semearem o esclarecimento. Todo Amor é Amor... não existe outro. O mundo resolveu criar e expandir algo que teria características fúteis do Amor... eu diria, até, que seria o seu inverso... a sua anti-matéria... aquilo que faz com que o Amor seja Amor. Não é preciso entrar em detalhes... um simples e rápido exame de consciência nos fará perceber isso...
Quando não semeamos, o "código genético" do Carvalho é jogado fora... Quando não o regamos, nutrimos, nem alimentamos, o que poderia ser o "broto de Carvalho" morre!! Exatamente... São poucos os que compreendem... São poucos os que sabem de tal valor... são pouquíssimos os que foram instruídos a buscar esse ideal.
O Amor não precisa ser apenas o de interesse entre um homem e uma mulher, mas o da amizade RECÍPROCA! Todos somos sementes de Carvalho, e esperamos nossa vez de sermos semeados... Todos nós podemos nos tornar brotos de Carvalho, sendo cuidados da maneira correta, e PODADOS! Quantos de nós não levou aquela "bronca" rígida?! Todos nós temos potencialidade para nos tornarmos belos Carvalhos... Fortes e majestosos... Mas... espere!! Os Carvalhos são sozinhos!! (???) Eles não são "sozinhos"... Eles são ÚNICOS... Bem como as amizades... como os amores... assim como cada um que cultivamos, aguamos, nutrimos em nosso cotidiano. Todos são iguais! Mas cada um é um... e cada um precisa da devida atenção, do devido cuidado....mas precisa.
Se queremos boas amizades, que as cultivemos... que as CATIVEMOS... mas sejamos coerentes. "Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas..." (Antoine du Exupery em 'O pequeno Príncipe) Cative, mas cuide... Não jogue a semente em vão. Somos humanos... e somos os únicos animais racionais. Somos os únicos que sofrem conscientemente: sentimos bruta saudade, sofremos o descaso do abandono injustificado, caímos em pranto pela perda e somos capazes de remoer a dor inúmeras vezes, durante dias, meses a fio. Não abuse das sementes. Não as jogue em vão. Semeie, mas decida por qual semente ir cuidando... Não resolve jogarmos todas as sementes de uma vez! Seremos esquecidos se o fizermos! É preferível jogar uma única e se tornar único, um majestoso Carvalho!
"Se tu me cativares, serás único para mim no universo; e se eu te cativar, serei única para ti no universo... pois tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas"... É simples... e as pessoas preferem complicar. Uma semente é um compromisso. A vida é feita de escolhas e temos muito pouco tempo para desperdiçar. Procuremos a sapiência, não sejamos insipientes... Pensar é tão simples e tão gratuito...
Basta tão pouco para se amar...
Cativar... Nutrir... alimentar... ao se tornar Carvalho, após anos, a majestade da fortaleza reinará. E o que é melhor que uma amizade inabalável?! Ou melhor que um amor regado à indestrutibilidade?! Existiria apoio melhor que esses para seguirmos bem nossas vidas?! São mais que suficientes para sermos vitoriosos em tudo: estudos, trabalho etc...
Será que EU já REGUEI minha semente hoje?!

Lelo Mendes

Paz e bem a todos...