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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Espasmos...


Amar, realmente, é para poucos...
As coisas boas, de fato, estão difíceis...
Deus nos coloca como dom o livre-arbítrio...e o que escolhemos? Somos tão inteligentes, tão superiores aos animais irracionais que optamos o pior... tudo que nos destrói, deturpa, desfoca e nos arranca a essência...
Era para ser uma declaração de amor... mais uma poesia, dessas cheias de saudade e esperança no reencontro.
.. mas tanta coisa ruim me fechou à primorosa inspiração... e acabei aqui, refletindo como precisamos acordar...
Cada um faz sua escolha...
Por favor, não me venham perguntar "por que deu errado?" ou "por que fui desmerecido?!" ... Eu, simplesmente, não tenho mais que pensar nisso... observem por si só, já que todos são capazes de escolher! [são capazes, portanto, de refletir...]
Tem vezes, muitas vezes, que cansa...
Enquanto se luta pela paz, pela amizade e amor, por aquilo que Deus quer, há quem prefira, inclusive, duvidar disso... Mas é claro! O que está destruído não precisa da observância, mas da mais pura equalização: "seja como nós: para quê mudar?!"
Sem mais, não quero aprofundar...
Paz e bem...
....e "boa sorte"[?] a todos...


Da angústia pela saudade


Inspiradora manhã nebulosa... 
Seus ventos frios ecoam gritos de saudade
Que arranham meus ossos e inebriam a alma
Levando-me à veemente loucura de quem ama...
A certeza da solidão não é maior que a de amar
O amor, essência da veracidade, que me consome,
Mas a consequência da saudade pela distância
Da amada minha, que ao longe está....
Ó, amiga angústia... o que seria de mim sem ti?
Seria mais um 
ser vazio, desses que vagueiam pelo mundo,
Desconhecedores do que é o fulgor Ágape nascido do Eros,
E que insistem, por medo ou experiências ruins, mascararem-se,
Já que não souberam superá-las...
Doce manhã nebulosa e inspiradora...
Olho para meu silencioso aposento...e me pego devaneando...
Onde está? Onde está? Amada minha, onde está?
Por que tão distante está se ao meu lado é seu lugar?
Onde está, que não me ouve?!
Ó, amarga saudade que me angustia... És minha tenra amiga...
Acompanha-me dia após dia e me fazes devagar pelos mundos,
Velejar por mares a fio...não sei, não sei onde vou parar...
Ó, encontro! Por que não vens?! Por que me pões a sofrer tanto assim?!
Por que? Por que?! Não sei, não sei...
Não sei de que me importa... mas sei que me importa querer...
E quero... e muito... e tanto! E o que mais angustia a alma, o que mais a dilacera faz querer aumentar ainda mais o sanar...
E a cura, o quão distante está, senão, na simplicidade do completo encontro de quem ama e da pessoa amada...
Na ternura da troca de olhar... o acalentar do abraço tão esperado... na certeza do beijo aquecido pelo amor, destruidor desta frieza que comigo está, acompanhando-me na lítera proclamada!
Ó, tristeza...vai-te daqui! Deixa-me com o Amor meu... não me pegues como cria tua, mas deixa o espaço que lhe pertence, pois o coração que já fora amargurado pela distância, pela solidão, pela angústia, agora está entregue exclusivamente ao dom de amar...
E amo... E tenho amado... e lhe quererei, pois quero, eternamente Amar...

01/08/2012 às 09:54h