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sábado, 31 de dezembro de 2011

“Ópera” - texto II

Ai de mim se tu não existisses.
Se teus sonhos não fossem meus
e sua realidade terra firme para meus pés?
O que faria sem ti?

Seria, eu, lugar algum
se não existisses tu
enquanto desexistisse a mim
e reinasse em plenitude
a ausência de mim que, sem ti,
Nada poderia ser, enfim
Simples vazio e inquietude...

Oh príncipe! Quero eu mais a ti.
Mais que a própria vida.
Ser uma existência incontida
em todos os seus dias.
Teus versos são pra mim visão da luz
que nunca meus olhos poderão ver.
Tu és milagre,onde não existe qualquer humanidade.
Tu és amor, em um coração, que na fria solidão, se enrijeceu e desamou.

Oh... poesia!
És tudo aquilo que não se pode ter
És essência do que não se vê.
És plenitude do enamorar-se inteiramente.
E o encontro das virtudes da veemência...
Tua sublime eloquência permite enxergar,
o que mesmo de perto não se percebe...
Sentes tudo de todas as coisas.
E o que mais, senão de mim, poderias ter?
Já que me vês sem jamais ter fitado-me o olhar?!
Não sei, não sei... Resta-me fenecer....

Oh, anjo de luz!
Tuas asas cheias de esplendor virão a ser minha única salvação.
Como cantei outrora em mil canções de amor,
sinto tudo de todas as coisas...
Mas, não me contento, és grande dor, não estas aqui!
Socorre-me agora!
Antes que chegue a fúnebre carruagem da derrota,
de versos vagando no ar...
De amor platônico que choramos ao recitar esses mesmos versos.
Vem... Mas se apresse!
Para que possa ser, para ti, poesia e prosa.

Que seja minha, a poesia...
Sendo que, para mim, já és tu, ó linda prosa!
Que não seja fúnebre, mas que se dissipe o mal.
E o resplandecer das asas que me foram atribuídas
sejam sombra de conforto para a doce alma tua...
Quem sou? Quem sou?!Apenas um ser a devagar...
E em meus devaneios recito as canções solitárias d'alma minha
Enquanto do amor à presença fico a esperar...

Vamos entregar-nos então,
um ao outro.
Quero tua sombra confortadora.
Teu abraço em brasas.
Para num sonho insano,
entre a realidade e devaneios de nossas almas,
perdermo-nos em caminhos sem volta...
Somos, do amor, fonte divina.
Somos, da eternidade, retratos contínuos da aurora.

Por Mary Prosperute e Lelo Mendes
30/12/2011

Mais uma para nosso livro ^^ Divirtam-se!! Paz e bem!!
:D

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

l'amore in Poesia

Numa bela noite, com uma companhia maravilhosa - mesmo que à distância -, momento propício à edificação da poética... Dois "loucos" amantes e apaixonados pela vida, cujos destinos se cruzaram para "poetizar", enquanto dialogavam, num surto poético de inspiração, incipiaram a melodia que acalma os corações daqueles que amam: A poesia!! :D Eis a publicação da minha Amada Parceira Poética (APP!!), na qual chamo carinhosamente "doce alma", em seu blog, do resultado de um dos nossos primeiros - de muitos e infindáveis - surtos! Divirtam-se!! ^^ Paz e bem!!!


"Meu post de hoje é obra resultante de uma parceria de sucesso. Meu querido amigo Lelo Mendes e eu nos unimos e em versos, nasceu uma linda poesia. E vim anunciar ao mundo tão singela criação. Que anjos como meu amigo e parceiro Lelo, também existam em sua vida, acompanhndo-os quando tudo parecer não ter saída. É Deus, quem envia anjos de sua mais alta linhagem, para nos guardarem. "  
Mary Prosperute

"l'amore in Poesia"

Até você aparecer,
eu contava estrelas.
Minhas preces vivia a refazer,
para poder a todas as estrelas merecer.
Onde esteve aquele que roubou meu coração,
encarcerou meus olhos,
para que pudessem somente amar seu sorriso e seu gesto...

Enquanto a alma minha
pairava docemente,
pelas curvas taciturnas
da verdade eloquente,
Já era minha plenamente...


Se eu soubesse compor melodias,
faria as mais belas canções de amor,
para ver você em mim permanecer...
Então cantei notas musicais cheias de amor
que tocassem sua alma.
Onde mais eu poderia querer tocar?
Senão beijar-te os lábios
e sonhar em teus braços, em seu calor.

Permito-me ser constante
Por estares em mim e eu em ti...
E amarmo-nos loucamente.
Senão, ó adorável alma,
Envoltos pele a pele
Em doçura angelical...

Neste mesmo encanto
entreguei a ti todos os meus versos.
Soprei no vento mensagens de amor
quando estávamos longe.
Sempre que regressavas,
trazia consigo todas as estrelas que um dia almejei, no seu olhar.

E sendo minhas tuas estrelas,
Fui teu soldado lunar,
velejando em teus sonhos,
velando teu sono,
beijando-te com distante olhar.
Feito tenro amante
que não cessa de sonhar...

Que seja eternamente assim então.
Até que os corpos retornem ao pó
e os espíritos se unam em universo paralelo.
até que chegue a hora da partida,
seremos um do outro, eu e você.

Por Mary Prosperute em parceria com Lelo Mendes
26/12/2011