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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Incerto...

Passou o dia...
Fora-se, a manhã, suavemente...
Findou partindo a aurora
Dando margem à tarde que se iniciara...
...como um sussurro...
E, ininterrupto, o tempo reinara...
E, assim, o que era, passou...
...e a vez do que está, não mais pôde configurar-se...
Veio, então, a continuidade...
A constância não se fizera, fazendo-se...
...E, elegantemente, trouxe consigo
A beleza de um céu azul...e, ainda, nebuloso...
O que cabe ao tempo, não se sabe...
...Senão aquilo que lhe é pertinente...
Ainda que se saiba da noite,
Não sabemos, ao certo, o que virá...




Paz e bem a todos :)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Poesia I

Ir além das fronteiras... ser humano
E ainda buscar o que não é... sendo
Ainda o que deve e não, estando
Acesa a alma... sem engano...


Perdida pela selva celeste,
Inebriada pelas maravilhas estrelares,
Entorpecida pelo que previste:
Não se assusta pelos inúmeros olhares...


Mas esconde a face frente à morte,
E reduz a vida para que não pereça,
Desconhecendo o medo, braço forte!


Eis que se revela, com cautela, ó dor!
E não permite que, então, se esqueça
Do que verdadeiramente é o bel-Amor...


P.I

Inefável Sensação Avassaladora II

"Apenas mais cinco minutos... E o tempo, consigo mesmo, eterniza-se num instante inefável de carinho e ansiedade... Uma indescritível redundância repleta de carinho, de palavras desmedidas (e que medida melhor, senão àquela que diz que "a melhor medida de amar é amar sem medidas"?), não efêmeras, mas repletas de verdades.
Buscamos tanto, não é verdade? E não encontramos nada... e quando nos permitimos parar de buscar, o que se almeja é posto diante de nossos olhos a ponto de não crermos que realmente é o que é..." - Prelúdio.


Ante à noite, ora quente, ora fria,
Sob o olhar da lua que vagueia
Docemente sobre o céu, semeia
A felicidade sobre a nostaugia...
Eis que paira a tenra essência
Do sentimento de quem devaneia...


Calo meu ar com um suspiro
Enquanto debruça em palavras
A alma minha com os delírios
Que não são meus... e acalmas
O que não é simples, feito lírios
Do jardim, este, meu esconderijo...


Vens... és plácida como o luar
E carrega-me nos teus braços...
E me fazes ninar tão facilmente
Que percebes, ante os espaços,
Mas preferes esquecer, o eloquente
Verbo indefinível chamado amar...




I.S.A. II


Dedicado à Isadora Rocha ;-)




Paz e bem a todos!!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Da Maiêutica I

"Ao meu redor procuro entender o que virá
Se bem longe eu vou estar...
Diante de TI eu entreguei os meus caminhos
Pra Te sentir e nunca mais chorar sozinho...
Mas cansado estou e fraco a esperar...
Que Tua doce voz venha meu sono despertar..."♪ Rosa de Saron - As dores do silêncio


Enquanto passamos dias a fio buscando algo que não sabemos, ao certo, o que é, não nos damos conta do quanto em tempo é desperdiçado. Recobro a maieutica... por mais uma vez balbucio mais algumas palavras que, para alguns têm valor :)
É com os que me importo. Há tanto o que ser feito, mas fazemos tanto para PERMANECER... permanecer estagnados, permanecer numa pseudo-evolução... simplesmente, permanecer... Orações diárias, leituras cotidianas... diálogos produtivos e proveitosos...? Não sei :) Apenas, permanecemos. O que há? o que se passa?!
Muitos buscam valores... e ainda exigem tais valores nos seus próximos... entretanto... onde estão os próprios valores? Existem? Não... há, unicamente, uma forma absoluta de querer e não ser "querido"... É algo muito engraçado isso. Não olhamos ao nosso redor. Esquecemos dos nossos pensamentos. Esquecemos de uma singela passagem que muitos conhecem e diz "o que se planta, colhe-se" :)
Se semeio amor, logicamente tendo sido bem semeado, não haverá meio de nascer ódio ou rancor. Se semeio compreensão, é óbvio que não nascerá uma árvore de discórdia. E creio muito bem que o contrário também aconteça. Ou não?! Isso é lógica matemática?! Não, é uma sutil observação empírica :) Não posso colher maçãs se plantar com sementes de uva :)
Ah, mas o rancor é tão bom... o ódio é tão maravilhoso... ambos nos fazem crescer o EGO (eita vilãozinho chato.........rs) e vendar nossos olhos para o que somos e para o que podemos nos tornar. É fato: tudo é uma sequência de escolhas... procede?! ;)
Optar pelo amor é uma ótima solução, mas que demanda tempo e muito trabalho. Escolher ser "diferente" e não temer as consequências, não requer coragem, mas paciência... pois os resultados não vêm no processo, mas a partir da conclusão dos mesmos. :) Podemos escolher viver num mundo maravilhoso de ilusões e fantasias, ah, que lindo! Mas podemos tornar esse mundo rancoroso e cheio de ódio um real paraíso :) Alguém aee se habilita?! (opa, senti que faltou garra, coragem, mas, principalmente, o anseio por sair da ESTAGNAÇÃO...é tão bom deixar como estar, né?! para que se mover?! vamos ficar parados, gente!! rs...)
Bom mesmo é sair pela rua e observar as pessoas. Quem deu um bom dia a um pedinte hoje ae?! (cri...cri...cri... é, acho que ouvi um grilo...) Quem olhou nos olhos de um desconhecido e o amou com o Ágape!? Isso mesmo, sem preconceitos, sem se preocupar com o mau odor... e de comer?! beber?! "Tive sede e me destes de beber; tive fome e me destes de comer"???? Não?! :)
Continuamos num mundo fabuloso... e, quando nos deparamos com a realidade, é que lembramos que nossos problemas não são nada :) E não são mesmo. Dói o que passamos, até descobrirmos que existem pancadas infinitamente maiores. E só descobrimos isso no "outro", mas a real sensação... jamais descobriremos, senão, por uma fatalidade.
Não afirmo que devamos almejar que o mal recaia sobre nós... não, muito pelo contrário. Devemos só agradecer. Independentemente do que ocorra. :) Deus quer a felicidade de todos. E, se estamos em "melhor situação", por que não assistir aos que não estão? Claro!! :) Isso não nos fará melhor ou pior em nada, mas estaremos cumprindo com o que é, de fato, fonte de preocupação.
Perdemos nosso foco, diariamente, por fatores externos que influenciam nossos pensamentos fortemente. Será que somos suficientemente fortes para lutar contra isso? Será que somos hipócritas para dizer "claro que sou!!" quando, na verdade, o tempo inteiro há ataques infindáveis em nossas fraquezas? Alguém aí se sente um "sobre-humano"?!?! Cara... eu não :) Sou muito fraco... e finalizo com um lindo trecho. Boa reflexão a todos :)


"Abro o coração, coloco-me aos Teus pés,
Noite escura, agora é manhã...
Falo com Rara Calma
Sou o que sou, sem TI SOU FRACO, mas sempre
TIVE VOCÊ AQUI PERTO DE MIM..." ♪ Rara Calma - Rosa de Saron


Paz e bem a todos!!


Passivo de edição!!! :)
Pode cooperar, galerinha!! :) correções ortográficas e críticas, dicas de temas, sugestões para acréscimo nos textos, mandem ver aee!!! \o/

domingo, 2 de janeiro de 2011

Na Virada...

Na virada...
Observei muito bem a queima de fogos, mas principalmente o que causava nas pessoas...
Observei muito bem o que faziam à beira do mar... e a reação que transmitiam...
Observei muito bem o que buscavam quando diziam "feliz ano novo"... e percebi um imenso vazio...
No que crêem aquelas pessoas?! Não sei bem ao certo... Onde estava a esperança daquelas pessoas.... e a fé?! Em lugar algum, mas, unicamente, pude perceber o quão supérfluos eram os anseios... o quanto se dissipou a sensibilidade... e no que se transformou tudo aquilo que, um dia (se é que isso houve naquelas, sendo evasivo quanto a mim mesmo), fora essencial...
Onde está? Aonde foi? Não sei... :)
Apenas reconheci que tudo aquilo soube dilacerar a alma minha...
Pareço, sei, até um poço de frieza e de virtudes... Não, não sou... apenas observei... Saí de mim mesmo, anulei meu estado comum de cristão, e fitei... sim... com olhar de quem não se prende à costumes ou coisas do gênero. Fui crítico, mas pela criticidade pude sentir falta... saudade... saudade dos tempos em que as coisas eram mais belas. Andam REFORÇANDO por aí que o mundo se modernizou... Modernizara-se, e quem se importa?! Não sou mais um tagarela que reforça tamanha asneira! Percebo, sim, que nos tornamos manipulados por termos permitido manipular... se fosse avaliar, perceberia que "n" fatores seriam inerentes às possibilidades de "porquês à manipulação", e não é o que proponho neste texto.
Frio...
Distante...
Inúmeras pessoas no mesmo lugar... e aquela sutil, mas incômoda sensação de "vazio" pairava... Valores?! Bastar-me-ia o respeito, este, que não mais existe entre as pessoas... e é tão interessante como ainda se recrutam os "direitos humanos" em dadas situações: sim, exatamente, você compreendeu o sentido... sim, muito interessante...
E a essência?! Perdeu-se absolutamente! :) Que felicidade, não?! Para quê essência de alguma coisa?! Para quê valores se somos, todos, LIVRES?!?! - Parece-me que há uma doce contradição nisso...
Ter direito e ainda ser livre... que liberdade fascinante, essa...


Posto, abaixo, uma simples letra d'um cara chamado Diego Fernandes... e espero fazer algum sentido:


Tenho que ser diferente,
Preciso ser eu mesmo também.
Amar sem preconceitos,
Viver os meus preceitos
E não rotular ninguém
Hoje eu acordei com vontade de viver
Livre para amar!
Livre pra perdoar!
Livre pra respeitar!
Ser livre e nunca desistir de sonhar! 



Será que rotulo por procurar a essência?! Será que eu devo buscar mostrar que o que era realmente bom se perdera?! O que será que ainda pode ser feito?! Isso, eu não sei... Espero que alguém saiba... pois ainda respiro... e, enquanto houver pulsar, lá estarei tentando ser diferente e mostrando que é possível sê-lo :)


Paz e bem a todos...


(Texto passivo de edição...)