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sábado, 31 de dezembro de 2011

“Ópera” - texto II

Ai de mim se tu não existisses.
Se teus sonhos não fossem meus
e sua realidade terra firme para meus pés?
O que faria sem ti?

Seria, eu, lugar algum
se não existisses tu
enquanto desexistisse a mim
e reinasse em plenitude
a ausência de mim que, sem ti,
Nada poderia ser, enfim
Simples vazio e inquietude...

Oh príncipe! Quero eu mais a ti.
Mais que a própria vida.
Ser uma existência incontida
em todos os seus dias.
Teus versos são pra mim visão da luz
que nunca meus olhos poderão ver.
Tu és milagre,onde não existe qualquer humanidade.
Tu és amor, em um coração, que na fria solidão, se enrijeceu e desamou.

Oh... poesia!
És tudo aquilo que não se pode ter
És essência do que não se vê.
És plenitude do enamorar-se inteiramente.
E o encontro das virtudes da veemência...
Tua sublime eloquência permite enxergar,
o que mesmo de perto não se percebe...
Sentes tudo de todas as coisas.
E o que mais, senão de mim, poderias ter?
Já que me vês sem jamais ter fitado-me o olhar?!
Não sei, não sei... Resta-me fenecer....

Oh, anjo de luz!
Tuas asas cheias de esplendor virão a ser minha única salvação.
Como cantei outrora em mil canções de amor,
sinto tudo de todas as coisas...
Mas, não me contento, és grande dor, não estas aqui!
Socorre-me agora!
Antes que chegue a fúnebre carruagem da derrota,
de versos vagando no ar...
De amor platônico que choramos ao recitar esses mesmos versos.
Vem... Mas se apresse!
Para que possa ser, para ti, poesia e prosa.

Que seja minha, a poesia...
Sendo que, para mim, já és tu, ó linda prosa!
Que não seja fúnebre, mas que se dissipe o mal.
E o resplandecer das asas que me foram atribuídas
sejam sombra de conforto para a doce alma tua...
Quem sou? Quem sou?!Apenas um ser a devagar...
E em meus devaneios recito as canções solitárias d'alma minha
Enquanto do amor à presença fico a esperar...

Vamos entregar-nos então,
um ao outro.
Quero tua sombra confortadora.
Teu abraço em brasas.
Para num sonho insano,
entre a realidade e devaneios de nossas almas,
perdermo-nos em caminhos sem volta...
Somos, do amor, fonte divina.
Somos, da eternidade, retratos contínuos da aurora.

Por Mary Prosperute e Lelo Mendes
30/12/2011

Mais uma para nosso livro ^^ Divirtam-se!! Paz e bem!!
:D

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

l'amore in Poesia

Numa bela noite, com uma companhia maravilhosa - mesmo que à distância -, momento propício à edificação da poética... Dois "loucos" amantes e apaixonados pela vida, cujos destinos se cruzaram para "poetizar", enquanto dialogavam, num surto poético de inspiração, incipiaram a melodia que acalma os corações daqueles que amam: A poesia!! :D Eis a publicação da minha Amada Parceira Poética (APP!!), na qual chamo carinhosamente "doce alma", em seu blog, do resultado de um dos nossos primeiros - de muitos e infindáveis - surtos! Divirtam-se!! ^^ Paz e bem!!!


"Meu post de hoje é obra resultante de uma parceria de sucesso. Meu querido amigo Lelo Mendes e eu nos unimos e em versos, nasceu uma linda poesia. E vim anunciar ao mundo tão singela criação. Que anjos como meu amigo e parceiro Lelo, também existam em sua vida, acompanhndo-os quando tudo parecer não ter saída. É Deus, quem envia anjos de sua mais alta linhagem, para nos guardarem. "  
Mary Prosperute

"l'amore in Poesia"

Até você aparecer,
eu contava estrelas.
Minhas preces vivia a refazer,
para poder a todas as estrelas merecer.
Onde esteve aquele que roubou meu coração,
encarcerou meus olhos,
para que pudessem somente amar seu sorriso e seu gesto...

Enquanto a alma minha
pairava docemente,
pelas curvas taciturnas
da verdade eloquente,
Já era minha plenamente...


Se eu soubesse compor melodias,
faria as mais belas canções de amor,
para ver você em mim permanecer...
Então cantei notas musicais cheias de amor
que tocassem sua alma.
Onde mais eu poderia querer tocar?
Senão beijar-te os lábios
e sonhar em teus braços, em seu calor.

Permito-me ser constante
Por estares em mim e eu em ti...
E amarmo-nos loucamente.
Senão, ó adorável alma,
Envoltos pele a pele
Em doçura angelical...

Neste mesmo encanto
entreguei a ti todos os meus versos.
Soprei no vento mensagens de amor
quando estávamos longe.
Sempre que regressavas,
trazia consigo todas as estrelas que um dia almejei, no seu olhar.

E sendo minhas tuas estrelas,
Fui teu soldado lunar,
velejando em teus sonhos,
velando teu sono,
beijando-te com distante olhar.
Feito tenro amante
que não cessa de sonhar...

Que seja eternamente assim então.
Até que os corpos retornem ao pó
e os espíritos se unam em universo paralelo.
até que chegue a hora da partida,
seremos um do outro, eu e você.

Por Mary Prosperute em parceria com Lelo Mendes
26/12/2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Desabafar é bom, mas refletir é melhor...


As coisas poderiam, até, serem mais fáceis... mas, certamente, não teriam a mesma graça...

O sabor da conquista é inexplicavelmente incomparável... É único poder vencer uma batalha... principalmente quando se percebe estar em plena desvantagem... 
O melhor adversário, para uma batalha suficientemente prazerosa, não está no "outro": é vencer a si mesmo, vencer seus limites, ser mais forte em cada situação. Em verdade, não existem adversários... Existe, apenas, você mesmo e o seu desafio... Estar consigo e com o problema que lhe é pertinente... É o caminho que se trilha que faz com que a batalha valha à pena... que seja mais árdua, mais divertida ou mais simples e sem graça...
É preciso ser forte... Sim, é um jargão (quem sabe?!), um clichê, talvez... Mas todos precisam ser fortes para se chegar a algum lugar. Um recém-nascido não sai correndo do ventre da mãe no momento do parto. Muito pelo contrário! Até sua estrutura, ainda cartilaginosa, necessita "sofrer" para sair do refúgio em que se encontrou durante nove meses... Até que ele venha a engatinhar um dia, precisa fortalecer cada músculo do seu corpo... a começar pelo pescoço, pois é quem sustenta a cabeça na qual os olhos encontram-se prontos pra enxergar os caminhos... E as veredas não cessam por aí... há vias que levam à níveis cada vez maiores de dificuldade...
Viver é assim... é como andar de bicicleta: o desafio está em aceitar tentar, primeiramente... Depois vem o equilíbrio - lotado de desequilíbrio, claro... - e o anseio por voar sobre duas rodas... Sentir a brisa acariciando o rosto, ver o tempo passando em nossa volta, o sorriso a enlarguecer... até que venha o domínio sobre aquilo que, d'antes, fora desafio e que, agora, é algo prazeroso... Eis a vida nos ensinando que cada dificuldade é, apenas, mais uma forma frágil de encarar aquilo que nos fortalecerá. E se nos tornará mais fortes, por que deveríamos temer?! Por que temos tanto receio?! Por que temos tantas fraquezas?! Por que temos tantos por quês a serem vistos como necessitados de respostas?! Por que?!?!
A vida, simplesmente, acontece. Se permitirmos que a "necessidade de justificativas" tome conta de nossos pensamentos, não sairemos do lugar, tornando-nos verdadeiros “perecedores” estagnados... nada mais! Apenas isso... E enquanto acontece, enquanto o sofrimento nos cerca, enquanto o desafio ainda é dolorido e o nosso foco está voltado exclusivamente para a dor, não há graça alguma em olhar como o céu esteve azul ou o quão perfumado esteve o pequeno jardim suspenso de jasmim no qual passamos apressadamente por perto, com medo do desafio que era iminente... E se perde a essência daquilo que poderia estar nos fortalecendo... A essência do que nos traria algum motivo que, certamente, faria valer à pena o desafio...
Não se pode permitir que a dor seja o centro! Não! A dor é inevitável, mas o sofrimento, este sim, é opcional... É desperdício entregar qualquer segundo da vida ao sofrimento... É decidir por ficar empacado, atolado, atônito, certamente, pelo que não é viável ao processo de fortalecimento... Sejamos fortes, portanto...
E o maravilhoso processo da vida continua... E não fica estagnado esperando que nós voltemos a caminhar... Ele, simplesmente, continua... E a escolha ainda continua em nossas mãos... mas o tempo não escolhe esperar, pois a vida é movimento... Logo, a única escolha é continuar... lutar... vencer... Optar por ficar parado não faz com que o tempo cesse, nem que o nosso organismo entre em estado de hibernação... Antes fosse... mesmo assim, não sei se valeria à pena: seria como uma prisão perpétua, uma nova estagnação temporal, sem evolução, apenas de observar, sem viver... Valeria mesmo à pena?!
Poderia prosseguir... mas há muito que ser refletido. As idéias são inúmeras e necessitam organização... A mente precisa estar forte para que a temperança seja válida... e aquilo que venha tentar destruir os caminhos que levam à edificação possam ser devastados...
Resta-me repousar... 

Paz e bem...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

De Angeli

Pairar na penumbra é devanear
E perceber que nada há mais
Senão o doce fenecer - acalmar
O porto d'alma - do velho cais...

E ser mais um é o que sou
Quando estás a exercer
A plenitude do belo ser
Que então, a mim, se revelou...

E sendo, ante mim, perfeição,
Não te calas a arrancar a dor
Que dilacera em vil torpor

A alma que é tua... e dizes não
Ao que pode ferir este coração,
E o guarda sob asas de esplendor...
 
Dedicado à Prosperute...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Tentativa I - 02/11/2011

Por que, de tanto amar, perece a chama
Que, do coração, insistente  em inflamar,
Sofrer por não querer, enfim, se aquietar,
Posto que, de solidão, há saudade a afagar?

Para tanto, sem soberba, de si não enaltece
A alma, que é errante, mas  se empobrece
Enquanto quer a paz do bel-anoitecer,
Aquele que brisa traz elevando o esmaecer

Da luz, de que era dia, agora o entardecer...
Se fez crepúsculo, e o devaneio é efêmero...
E derradeira é a inspiração...ó fenecer!!

Se há tanto tem lutado, e sempre a vencer
Tem buscado no instante aquele momento
Sem esquecer de si - escravo do tormento...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Da maldade I

Sem a maldade, é como se o mundo não existisse... o verdadeiro "Castelo de ilusões" é o que nos consome, fazendo-nos ficar à sua mercê... É imprescindível que busquemos lutar contra os fatos, posto que se já o são, é porque só nos resta guerrear mesmo... Caso não, aquele que não luta, estando inserido na batalha, põe-se à derrota, à perda da vida... E o verdadeiro samurai, o verdadeiro soldado, verdadeiro CRISTÃO é aquele que luta bravamente... e o que não luta, vendo a batalha acontecendo, é digno não só de covardia, mas de plena repulsa dos que o rodeiam... (Devemos pensar na covardia como sendo aquilo que nos caracteriza como seres estagnados, que aceitam tudo e a qualquer coisa). Já diz a Palavra que "o fardo é pesado", mas o próprio Deus já explicitou que não seria fácil! E que aquele que o quer seguir, que o siga (bravamente, que lute, que busque ajudar, que busque mudar seu comportamento, sua vida, e tudo o que for ruim seja expelido, e isso independe de circunstância...), e Ele o aliviará... 

Paz e bem a todos...

sábado, 13 de agosto de 2011

Sentir...

É engraçado como, depois de algum tempo afundado num mar de nada, se consegue escrever... feito um incipiente...
As palavras vêm meio tímidas... repletas, até, de novidades. Claro, não são as mesmas de outrora, ainda que se repitam letra por letra.
A ambiência ainda não é propícia. É como nascer... Morrer e dar lugar, alimento, vida a alguém que virá, assim como fazem as plantas, cujas sementes morrem para dar lugar ao que há de vir...
Isso ainda não é o que deveria ser...
Certamente o será quando for a hora oportuna...

...

 Engraçado... o pensamento inicial estava propício à reflexão... no entanto, até o clima fora transformado. Levei alguns minutos buscando a devida "ambiência" da inspiração... E não encontrei...
Isso ainda não é o que seria o "engraçado" da história... mas, a idéia retornou ao estado inicial de inspiração... o contexto emocional fora transformado, dando uma volta imensa até encontrar com o que, de fato, estava conexo com o devido sentimento.
Eis, portanto, o sentimento...

...


Fazia muito tempo que não escrevia nada...
O diário estava abandonado há quase 3 meses...
Todo o torpor se esvaíra, dissipara-se como a luz que destrói a treva, como a fumana que se perde no ar, como a espuma das ondas que tocam a areia, como o tempo que não vai voltar...
Estava perdido... e, perdido, permanecera... até descobrir o que, de fato, havia de errado. Eis o problema: não havia. Sim, não haver é um problema imenso. "Não haver" é cair na estagnação de maneira absurda, pois não há como "não haver" sendo que somos responsáveis por tudo, das escolhas mais simples às mais complexas. Exato, eis o presente erro... Certamente haverá os que dirão que "necessariamente, 'não haver' não é um problema" ou "e quem disse que isso é um problema??"... Gosto d'um pressuposto muito interessante que diz "quando algo nos incomoda vindo de outrem, certamente é porque encontramos a consciência advinda d'um fato concreto". Quanto ao ponto citado, não adentrarei no tema... - Sentiu isso?
Havia muita coisa, enquanto não havia nada...
Saint Antoine du Exupèri, em "O pequeno príncipe", resolveu exatamente esse problema ao dizer "O essencial é invisível aos olhos"...
Por mais que nós lutemos a clássica batalha da vida, busquemos a essência de todas as coisas, sempre haverá a eterna luta pela essência... - Sentiu isso?
Há alguns dias assisti um filme incrível, tão incrível que decidi partilhar com muitas pessoas... Chama-se "O som do coração". Belo. Não tive do que reclamar, senão, do final do filme... por dois motivos: o primeiro é que num dado momento o filme encerraria... e isso foi terrível! O segundo... O final aguçou meu coração. Eu queria mais... Aos que já o assistiram, meus parabéns! Que honra maravilhosa!! Aos que ainda não... e que são músicos... EU RECOMENDO!! É a essência sendo trazida aos nossos olhos... e, muitas vezes, permitimos que se vá... sem, sequer, saborear o delicioso gosto da essência... - Sentiu isso?


"Sentiu isso?"... É... estava lá o tempo todo... enquanto que, EU, não estava...


Tanto tempo perdido... há tanto que ser feito... entretanto, muito mais que isso, há muito que ser percebido... há muito que ser sentido... 
Sei que não são essas palavras que mudarão o mundo... Mas compreendi que preciso sentir... sentir... sentir... perceber... sentir... sentiu isso? 
Toda minha inspiração, tudo o que sentia estava sendo dizimado da face de mim, e eu não estava percebendo... Sendo músico... sendo ser SENSÍVEL às notas... às escalas... à toda harmonia... estava mecânico e não percebera...
É fato: estava andando sem direção para lugar algum... até que se esvaísse toda inspiração e eu me destruísse...
Há algumas semanas tenho buscado o silêncio... Deparei-me com os santos Salmos... e fui contornando o problema até que fosse estirpado... Comecei a... é, exatamente isso...
Sentir... é tão fundamental quanto respirar... pois, até, de ar nós SENTIMOS falta... também sentimos falta do ar... do ar daqueles tempos.... dos lugares... das fotografias... de como as coisas eram... e de como foram vividas... Saudade... sentir... 
...Sentiu isso?...


Paz e bem a todos...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Paráclito...

Depois de muito tempo... Após muita reflexão... E de inúmeras absorções de pensamentos, quer tenham sido pela leitura, quer tenham sido da própria observância das palavras espalhadas no ar, eis que retomo as atividades... E com um ponto extraordinário advindo da sabedoria de um simples homem, com sabedoria os mais belos ensinamentos... Em seguida, com ocorridos nesses últimos dias desde a consagração... Principalmente por ontem, após ficar demasiadamente admirado com a história de Santo Antônio de Pádua...
No quadragésimo nono dia, na vigília das novas comunidades, preparávamos, todos, os corações para compreender o que seria o fenômeno de "algo" que chamam, muitos, de "Espírito Santo"... Alguns se questionam, alguns idealizam... E muitas vezes - na maioria absoluta, em verdade – erroneamente. O próprio termo suscita pensamentos diversos caso não tenhamos cuidado. Sendo assim, portanto, aquele homem de pequena estatura, de corpo delgado e muito aparentemente debilitado por conta das atividades, explanou divinamente sobre o tema, dando-nos uma visão muito mais concreta do que viria a ser o que não podemos ver. Biblicamente falando, as sagradas escrituras já mencionam que não podemos esperar nada daquilo que vemos, mas, do contrário, só esperamos aquilo que não vemos, pois, sendo o oposto, não seria esperar algo... A profundidade do tema é imensa... E muitos não "perderão tempo" buscando sua compreensão.
"O Espírito Santo não é AQUILO que se sente quando se vai a um grupo qualquer de oração e se sai mais 'leve', com bem-estar... Sinto muito, mas o Espírito Santo é a ação concreta do que é PERTINENTE AOS SACRAMENTOS...". Foi chocante, certamente, para muitos. Quase 100% discordou... E eu me sentia um excluído, pois não pensava como os 99%... Eu não queria, imediatamente, fazer parte do pequeno número, mas ao conhecer a história de Santo Antônio de Pádua (no dia 13/06/2011 às 23hs, isso mesmo, dia de comemoração do mesmo santo), pude compreender, em minhas misérias, em minha pequenez, o que, de fato, e onde agia o Paráclito.
São Francisco de Assis afirmava docemente que "só compreende o divino, só conhece o verdadeiro significado do amor aqueles que são ignorantes...". E é verdade... E Santo Antônio de Pádua, grande intelectual da ordem Agostiniana, em meio aos irmãos franciscanos que viviam pela pobreza para viver o CRISTO nos seus semelhantes, sentia-se deprimido e solitário, pois ele cria jamais poder conhecer a Deus... 
E meu coração se partiu... Pois ali foi um momento único e mais que peculiar para Santo Antônio...
"Não se pode viver o Espírito Santo, nem suas ações plenas senão por intermédio dos sacramentos..." Claro, claríssimo. Temos 7 sacramentos - dirijo-me aos católicos; às demais crenças, não se preocupem! Cobro, simplesmente, de mim e daqueles que DIZEM viver o catolicismo de Cristo; ademais, paz a todos vocês - e o único meio de se receber o Espírito Santo é através do primeiro de todos eles: o Batismo. Estou errado? Creio ser esse o sacramento pregado universalmente em toda estrutura que se diz CRISTÃ. Se não o fosse, não havia necessidade de João Batista ter vindo dizer que "virá aquele que batizará com o Espírito, pois ele batiza com água apenas"... Procede?! Belíssimo... Cristo vem para que tenhamos vida e vida em abundância, para que TODOS comamos e bebamos da Sua CARNE e SANGUE respectivamente... Para quê? Por quê?!
EUCARISTIA... "Eu" é um termo que significa "verdadeiro" e "cario" significa "corpo", logo, verdadeiro corpo... Ou, simplesmente "Hóstia", que vem do latim e significa "vítima", uma referência à tradição judaica, na qual se imolava um cordeiro novo e sem mácula alguma... Alimentar-se da EUCARISTIA é fazer valer a potência do Espírito. Ausentar-se da casa do Pai, isto é, convenientemente ALEGAR que "não preciso estar na missa, no culto, (sei lá mais onde) para rezar" é NEGAR a ação do Espírito Santo, procede?! A própria Torá nos entrega (de mão beijada) o decálogo que nos adverte a guardar o dia do Senhor. A partir do momento que eu NEGO, estou não somente infringindo uma "lei", mas negando Àquele que "vive e reina dentro de mim". 
E foi com a bondade que havia no coração daquele homem (santo Antônio de Pádua no ano 1220 e sua imagem contemporânea), que eu pude perceber a maravilha de se lutar por aquilo em que se crê. Não me importa se muitos criticarão essas palavras medíocres que estão sendo expostas neste esboço... Não me importa o número de pessoas que quererão entrar em conflito comigo por conta desse texto... Mas foi como o próprio santo Antônio fez ao querer ir para a África a pregar e anunciar a Boa nova, assim como irmãos franciscanos foram decapitados... Não importa... Existe um chamado... A tudo na vida... A qualquer coisa... Às drogas... Às farras... A viver por morrer de tanto criticar só por criticar, de ser do contra só por ser, sem fundamento... De querer anunciar que "ser um conhecedor não leva ao Espírito Santo" (santo Antônio provou o contrário, assim como tantos e tantos e tantos e infindáveis e numerosos padres o fazem nos tempos de hoje)... Não importa... Como posso falar daquilo que não sei? Como posso anunciar o que não domino com o tônus da minha alma... Como posso, enquanto CRISTÃO, permanecer estático (que redundância!!)????? "Quero tudo, mas não só o que me convém" Essa foi a lei?! Não!!! "Tudo posso, mas nem tudo me convém!"... "O mundo fez com que caíssemos..." Não, o mundo não fez nada... O mundo sempre ofereceu tudo... E nós PREFERIMOS aceitar esse "tudo"... Que ensoberbece, que envaidece, que nos faz querer estar nos pedestais, no glamour, feito pseudo-estrelas... Somos frágeis... E não percebemos (será???)... E o conhecimento, que é dom de CIÊNCIA (e me desculpem os que são contra... risos) servirá para quê?
Como disse santo Antônio no milagre dos peixes: "Se os que dizem ter sabedoria, os animais dotados de inteligência não me ouvem, vós que sois dotados de alegria, pois Deus vos deu o mar, o ar e o alimento para que vivessem, atendei o meu humilde pedido e ouvi a verdade do QUANTO DEUS VOS AMA!!" e simplesmente toda a natureza responde, de maneira "inexplicável"... Rogo o mesmo... Temos tantos STATI e, ao refletir, não temos nada... Se não houver homem algum para ouvir o que Deus fala, façamos como santo Antônio de Pádua (o mesmo que citei durante o texto), como são Francisco de Assis que pregaram, conforme as escrituras, aos seres de toda espécie (isso é uma forma de dizer: não tema, vá a qualquer lugar...). Que não seja um "radicalismo" visto à olhos curtos, mas na essência da "raigo"... Isso ficará no ar... Para que todos possamos refletir em nossas limitações...
Que Deus esteja com todos e que não falte Ágape em nosso coração...
Paz e bem...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Wet Wet Wet - Love Is All Around (original clip)

E a beleza do Amor, onde foi parar?! Busquêmo-la, portanto, afim de que o mundo possa melhorar...
Divirtam-se!! paz e bem a todos!!

The Prayer (at the Grammys)

Por que não compartilhar tamanha beleza musical?! Paz e bem a todos!!
p.s.: prestem atenção na prece... é belíssima... se pudermos, todos, façamo-la diariamente... em detrimento de um mundo melhor...
Novamente,
paz e bem a todos...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Da Arte (não sei se seria melhor "da música")

Estava lendo alguns blogs... na verdade... tentando absorver algumas informações... das mais diversas...
Li de Veríssimo à Kiko Loureiro... (risos) e fiquei espantado, pois chamou muito a atenção uma postagem crítica acerca dos guitarristas. A priori fora estarrecedor... suavizando-se corriqueiramente. Absorvendo a idéia, foi como um tiro n'alma. Ter que imaginar, "aceitar" para não ser congruente, e transcender... Adentrando o conteúdo temático, o que de fato se pode fazer com doze notas?
É impressionante como o mundo da música nos é generoso. A música existe desde sempre na história da humanidade (inclusive biblicamente falando..."os músicos irão à frente dos exércitos..." belíssimo). Ao se iniciar o estudo da música, deparamo-nos com um universo de conceitos, técnicas, pensamentos, "fraseados", dicas, truques... Ficamos estupefatos. O que fazer diante de um oceano de coisas a se descobrir?! Fácil!! Vamos copiar!!! ¬¬' (isso mesmo, a "carinha" ou "smile" de Tenso ou chateação...) O mundo, vou me ater ao guitarrístico, está lotado de "máquinas xerográficas". Ninguém parece ter mais competência alguma para criar... ou, então, houve uma queda no comodismo.
Disse Santo Agostinho uma célebre frase que ser para nós, músicos: "A música é o ÚNICO instrumento concretamente humano que consegue atingir diretamente a alma". E o que fazer?! O que fazemos dela? Simplesmente nada. Escalamo-nos em plantões de mesmície e adentramos numa esfera compacta e subtamente "amórfica" (já que chamei de esfera, poderá soar incoerente...kkk) de repetições sem desperdício ou prejuízo na compra de cd's e dvd's, quer sejam as mídias, quer sejam os aparelhos executores.
Tocar não é para muitos, mas está aberto a todos. É um direito inerente ao ser humano. Ainda que muitos creiam não ter "dom" para isso (para mim, EM OPINIÃO E EXPERIÊNCIA, é um meio absurdamente incoerente e hipócrita de fugir do compromisso, do trabalho árduo do exercício e do estudo... lembrando que isto serve para os que estudam música; do contrário, estaria afirmando que o estudo da música é obrigatório a todos, juntamente com os sacrifícios edificantes e etc!), a música é um convite a todos. Não limita ninguém a nada! Do contrário!! É expansor de conhecimento lógico e sensível.
No referente blog havia uma crítica singular aos "reprodutores" musicais: seriam aquelas pessoas que sabem CLONAR muito bem aquilo que já fora criado, e ainda o fazem com primazia, mas não saem disso. Quer prova?! Basta mandar improvisar algo em cima de qualquer centro tonal, numa base qualquer! (Isso significa tocar algo sobre um "tom" qualquer, a grosso modo, para que todos possam compreender mais facilmente...) E se houver empréstimos modais?! SANTO JESUS!!! Seria um verdadeiro fim...
Enquanto lia o blog, deparava-me com o que percebo em muitos alunos que recebo na escola em que leciono. É fato: causa imensa tristeza. Há muitas obras maravilhosas, não se pode negar... mas não podemos nos ater a isso! É como poesia!! Vinícius de Moraes escreveu "Soneto do Amor Total" e pronto!! Acabou!! Podemos lê-lo em seus escritos, declamá-lo à pessoa amada, mas nós temos capacidade suficiente (isso se houver interesse, infelizmente) para criar!! Não precisam sair versos decassílabos em formato de sonetos perfeitos!! Mas o que é, de fato, importante, está oculto, pois "o essencial é invisível aos olhos".
Estamos num mundo atolado de "pocotós" e de "plagiadores" incompetentes por conta do desuso dos neurônios. Até quando permaneceremos nesse mundo? Até o dia de nossa morte... mas o que aguça ainda mais minha tristeza é ter que enxergar que essa decadência e a chegada ao "fundo do poço" são iminentes.
O número dos que ainda insistem em criar, que lutam por projetos, dos que são "anônimos" artistas COMPOSITORES está cada vez menor, escaço... Não tardará o dia em que veremos nossos filhos, distante dos devidos cuidados, sendo verdadeiros clones das porcarias atreladas à mídia, dos plagiadores e das velhas "vitrolas" de discos arranhados...
Por fim, "há sempre uma escolha, há sempre um caminho que as folhas no chão vão indicar"♪... Basta querer absorver e peneirar o que oferece o caminho, pois o caminho existe por si só, e não necessita de "espelhos de si"...

Paz e bem a todos!!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sergio Endrigo - Io che amo solo te

Belíssimo...
Infelizmente tamanha essência se perdera no mundo... Façamo-la ressurgir!!
Basta cada um fazer sua parte :)

Paz e bem a todos!! :)

Io che amo solo te - Sergio Endrigo

C'è gente che ha avuto mille cose
Tutto il bene, tutto il male del mondo
Io ho avuto solo te
E non ti perderò
Non ti lascerò
Per cercare nuove aventure

C'è gente che ama mille cose
E si perde per le strade del mondo
Io che amo solo te
Io mi fermerò
E ti regalerò
Quel che resta della mia gioventú

Io ho avuto solo te
E non ti perderò
Non ti lascierò per cercare nuove illusioni

C'e gente che ama mille cose
E si perde per le strade del mondo
Io che amo solo te
Io mi fermerò
E ti regalerò
Quel che resta della mia gioventù


quinta-feira, 31 de março de 2011

Sobre o tempo... sobre Philia...

"Tempo...
Termo forte e suave que faz com que nos deparemos com o simples e o complexo...
Termo que delimita... que é divisor de águas... 
Termo que assusta... mas que também instiga...
Termo que pode ser sereno... profundo... reflexivo...
Mas um termo que nos remete a outro singular denominado vida...
O tempo marca? O tempo apaga? O tempo cura? Não, em verdade...
Mas tudo acontece COM o Tempo..." Lelo Mendes 31/03/2011


Buscamos muito em tão pouco e tão pouco buscamos o que é bom de fato...
Cremos ter essência... cremos ser substancialmente bons... e somos, principalmente quando nos damos conta de que podemos desviar tal essência...
Rotulamos amizades, infelizmente. "Quase sem querer" acabamos padronizando tudo, pois não queremos estar fora dos círculos sociais. Somos, todos, motivamos a encarar isso como sendo "a única maneira de ver as coisas". Somos... mas devemos?
Quantas e quantas vezes somos rotulados por nós mesmos? Realmente... SEMPRE! Até mesmo como cristãos... Fazemos o papel de destruir nossa própria imagem a partir do momento em que estabelecemos os parâmetros. Parâmetros. Eu não preciso provar minha essência, se creio em algo, desde que eu tenha tranquilidade em mente. Há uma citação, de um padre inteligentíssimo, que me chamou a atenção entre os dias 21 e 28 de março deste ano (2011): "Eu sou responsável pelo que eu falo, não pelo que você entende". Interessante? Eu considerei isso PROFUNDO... Não só para o que falamos, claro, mas pela maneira de agir.
Sinto-me, hoje, um "velho" (no bom sentido, entende? - recorde a citação ^^). Lembro-me, aqui, de um outro momento, um texto onde tentei balbuciar alguns pensamentos acerca do comportamento - mas quem sou eu para fazer isso?! Bem, sou apenas alguém que procura partilhar o que pensa, aceitando críticas, mais críticas e críticas, e absorvendo os elogios como sendo um paralelismo entre o meu mundo e o de alguns que se reconheceram nas palavras escritas.
Voltando à citação, são iminentes alguns pensamentos, já, acerta da frase. Muitos acharão absurdo, outros, a própria libertação. "Será que isso é válido?!" "Que absurdo um cristão falando isso! oh meu Deus". Cale-se, silencie. Quem neste mundo tem a dádiva de julgar alguém? Perceba: JULGAR. Essa palavra é forte e, portanto, deixarei-a no ar. Pense o que for, JULGAR é pertinente ao sábio Juiz. Você é cristão? Então sabe minha referência. Não é cristão?! Então imagine sua própria consciência. Não sabe como?! É simples: arranque seus rótulos, seus princípios. Exatamente! Vista-se do "outro". Acha absurdo? Loucura? Eu penso que um tipo de Loucura seja a bebedeira, drogas, coisas que destróem pessoas, famílias inteiras. Sou um hipócrita? Não me importa. Isso me deixa feliz! Já vi um grande amigo caindo em pré-coma alcoólico e eu não pude fazer nada além de me condenar por ter "permitido". É o que fazem muitos: "fulano é grandinho, sabe o que faz"... e eu detesto essa frase, pois não há PHILIA nisso. Será que TODOS sabemos o que fazer? Há muita "gente" querendo ser "grandinho" antes do tempo... e muita gente que esqueceu que o TEMPO de ser "grandinho" já chegou. Precisamos cuidar dessas pessoas, pois são os eleitos para cuidar do nosso mundo. 
Aproveitando o encejo, O tempo é algo maravilhoso. Devemos aproveitar cada dia como sendo o último... então, para quê desperdiçá-lo? Hmm... alguém já pensou "ele começou a rotular..." Na verdade, sugiro um termômetro. Exatamente. Quando adoecemos, a escolha é nossa? Inconscientemente, sim. Aos descuidos do cotidiano abandonamos nossas vidas e, como consequência disso, eis o resultado. Eu não estou tendo idéia da gama de pessoas que estão sendo tocadas ou se identificando com as situações. Isso não é importante... desde que as mudanças ocorram.
Somos como usinas. Quem acompanhou ou está acompanhando os incidentes no Japão está com uma idéia mais bem composta sobre o que quero dizer. Um exemplo prático: por que suamos? Existe um termo denominado "equilíbrio ótimo". Sua função é regular o equilíbrio interno de nosso organismo. Em altas temperaturas, as enzimas começam a ser deterioradas. Há gasto energético e, consequentemente, liberação de sais e calor. O último precisa ser liberado. Entretanto, nosso corpo se transforma numa espécie de estufa e, para que as enzimas não "morram", entramos em processo de resfriamento. Somos como TERMÔMETROS... ficou claro? Álcool em excesso... quais as consequências? Perda de glicogênio hepático. A glicose é o único combustível do cérebro (aff, acho que esse texto tá ficando chato, parecendo aula de fisiologia...rs), na sua ausência, como um carro sem gasolina, ele pára. É um "coma".
Não quero, nem devo, não posso rotular. Quero ter termômetros e também ser um termômetro. Denominarei, com veemência, AMIZADE. Philia = amor fraterno.
Amigos verdadeiros, quem são? Nossa, mais um texto que se repete. Sinto que estou envelhecendo e que, só agora, essas palavras proferidas fazem sentido. Amigos (de verdade - e esse termo não deveria existir "de verdade") contamos nos dedos. Tenho ótimos pais (meus pais, mesmo sem saber expressar o quanto, nem ter jeito para falar, são meus eternos heróis, mesmo que eles nem saibam disso...). Uma ótima família. Amo meus irmãos (um casal completamente distinto em todos os aspectos!! e os amo!! é incrível!! ), que são "o avesso do avesso do avesso" um do outro. Amo as "diferenças". Aprendi um novo termo que substituiu o anterior "diferença": é peculiar. Posso chamar "pertinente". 
Compreendi algumas coisas ao longo desses anos, mas principalmente que, só COM O TEMPO (e não "o tempo") podemos crescer verdadeiramente, absorver, compreender, amar... viver... 
Descobri muitas coisas. Principalmente que, um dia, acabamos morrendo de tanto rir de tudo que já passamos! E é verdade. O melhor é que percebemos que ficamos mais fortes. Percebi que os mais belos corações, como num texto que li há uns 10 anos atrás e não havia vivido o suficiente para compreender, estão cheios de cicatrizes, de marcas e, às vezes, ainda está sangrando. Descobri, também, que nós podemos arrancar um pedaço de nós para cicatrizar a ferida de um coração de um amigo. Percebi, ainda, que o "mundo" não quer permitir isso: que você se sacrifique pelo próximo. E, para piorar, ainda nos confunde fazendo com que sejamos vítimas de nós mesmos, abolindo a idéia de que TODOS precisam ceder. 
Philia é aquele que dá bronca. Quer descobrir um amigo de verdade? Ele vai te criticar diretamente. Vai apontar teus erros num dia qualquer, mesmo depois de já ter ouvido tantos elogios. E o mais engraçado é que, quando isso acontece, ainda saimos magoados, pois achamos que está tudo errado. O amigo real adverte. Isso nos instiga a fazer o mesmo. Como?! O que?! Para descontar?! Revidar em outra pessoa?! ENGANO SEU!! Para lembrar que precisamos separar o joio do trigo :) Para demonstrar que é assim que funciona. Amizades reais. Lembre-se de ser ponderado, de ter TEMPERANÇA. Alguém vai lembrar que a "Temperança" é um dos frutos do Paráclito, mas isso é um outro tema. Não critique sem misericórdia, senão será implacável. Seja duro, firme no momento certo para que a pessoa que você Philia (ama em amizade) sinta que você está falando a sério. Faça com que essa pessoa reflita. Dê-lhe algum tempo... e eis que o primeiro termo retorna... "Se não houver a reflexão com tempo dado, saiba que, um dia, quando a MATURIDADE (REAL) vier, estará carregada da Philia que fora semead..., sem pressa, e COM O TEMPO CERTO. 
Precisamos aprender a esperar. NÃO CREIA, jamais, que não há mais tempo. Lembre-se que, em cada novo dia, há uma nova chance. Há sempre uma escolha, basta tentar. Não se pode desistir, é o que o tempo traz consigo em seus ensinamentos. Cada segundo depende do seguinte e do anterior, também, para ser segundo. Entretanto, tudo requer vontade... coragem. Se você "pensa" não conseguir, é porque já se rotulou como um derrotado, esquecendo-se de que "cada dia é um novo dia, há uma nova chance". Se lhe falta coragem, é porque, certamente, já se rotulou como fraco. Você é o único adversário de si mesmo. Lute, batalhe, vença! Nada fácil permanece!!! Coragem!!! 

Esses são os meus votos a todos vocês... amigos, familiares, leitores, críticos e elogiadores...rs
Felicidades a todos :)
Deus vos abençoe sempre!! Paz e bem!!!

P.s.: Meu ano, partilhando convosco, iniciou-se hoje à meia-noite e 5 minutos, quando rezei profundamente a Deus e Ele respondeu tudo pra mim no decorrer do tempo... às 17:55h de hoje, completarei 28 anos... e pedirei, ininterruptamente, que ELE me dê a graça plena de cumprir minha missão até o último suspiro. 
Que São Miguel Arcanjo esteja convosco!! E a Virgem Santíssima vos cubra com o manto sacrado, conduzindo-vos ao cólo do Cristo, nosso mestre Jesus.

Dominus vosbiscum


Pax et bonum...

terça-feira, 15 de março de 2011

Lúgubre...

Rompeu-se o barulho com o pranto...
Um gemido único de dor brutal
Avassaladora d'alma minha... Vil
Momento em que me fragilizara...


Angústia perpétua d'um momento
Qualquer! Este, que não se esvai...
Ainda que saiba o quanto não é
Fortaleza: tristeza... sei que se vai...


E a moléstia da iniqüidade minha,
Da pequenez lúgubre deste ser,
É inefável por ser pertinente
Ao que não é inquebrantável...



Paz e bem a todos...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Philia...

Buscar compreender o que é sem ser...
Absorver-se... expelir o que não se é...
Encarar o que não parece... ó receio...
Fragilizados encontramo-nos... desolados...


Onde fora, confiança estimada?!
Em que tempo se escondera de mim?!
E, por quê me abandonara, senão, por si?!
Antes por si do que por mim, que nada sou...


Pisam meus rastros e torno-me efêmero...
Por que não me acusam do que fiz,
Em essência, do que sou?! Eis o fato
Que destrói os verídicos argumentos...


E feneço em lúgubre melancolia
Do que não me é pertinente - e então?!
Para quê?! Desgasto a alma minha
Simplesmente por existir alguma chama...


E os que se ensoberbecem - hipocrisia?!
Não me importa o que podem ser...
Devaneio, simplesmente, pelo Ágape
Que me conduz ao céu que tanto me faz lutar...


Paz e bem a todos...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Reflexos...

As palavras se calam à beleza
Dos reflexos que são pertinentes
à veemente essência dos eloqüentes
Suspiros, que revelam o que é certeza...


O vasto universo tora-se pequeno
E a mente, que vagueia, é singular
No trajeto do horizonte - tão sereno,
Buscando, em letras, melhor se expressar...


E o anseio, que n'outrora demasiava,
Em tempos remotos, ó ser efêmero!
Não mais existe... E sempre afirmava

Que, na Amplidão, desvendara o esmero
Que pairava num ambiente angelical...
E percebera que tudo era, ainda, superficial...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Eloqüente...

Melodias vagueiam meus pensamentos
Fazendo-me cair em devaneios cintilantes
Cujos aspectos são belos e deslumbrantes
Reflexos mudos de amor não efêmeros...


E o semblante transforma-se com o olhar
Do sol sobre mim, que nada sei que sou
Senão o que pensaria ser, senão o vaguear
De um momento acerca d'algo que restou...


Versos que não descrevem nada, tudo e algo
Que não é importante... mas o inverso do fato
Que é pensamento silenciado, ó inspiração!


Alma pútrida que não cala o anseio na canção
Que expele, sultimentemente, por vaidade...
Esta, inexistente... sendo veemente verdade...



Dedicado ao amigo de caminhada, músico e escritor William. Deus o abençoe pela sapiência e tenacidade na fé ^^ 
Paz e bem a todos ^^ 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Algum poema...

Feito um poema, enobrecido
Pelo que é, de fato, desconhecido
Ainda que seja perceptível
A inverdade do que é verossímil...
Indaga ininterruptamente enquanto
Pensa ser sóbrio o que, no entanto
É desfalecer aquilo que se é não,
Posto que não se fala, além, da razão...


Ante campos inespreitados...
Repletos de lobos em busca do quê,
Não se vê, senão, o que não é pertinência
Daquilo que é palpável... E relê,
Mesmo que em devaneio, deitados
Os pensamentos que, em veemência,
Ressaltam tudo o que não é, foi, mas
Incorre-lhe o que não traz mais paz...


E as verdades tornam-se devaneios...
E, as lembranças, eloquentes realidades
Que não mais permeiam algum poema,
Que, dantes, enobrecido fora, e os anseios
Apenas primavera deformada; ó, dilema!
Senão este em que escrevo...tenra alma
Cujo fim desconheço... bel-lúgubre calma
Do caminho meu... ontológica simplicidade...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Incerto...

Passou o dia...
Fora-se, a manhã, suavemente...
Findou partindo a aurora
Dando margem à tarde que se iniciara...
...como um sussurro...
E, ininterrupto, o tempo reinara...
E, assim, o que era, passou...
...e a vez do que está, não mais pôde configurar-se...
Veio, então, a continuidade...
A constância não se fizera, fazendo-se...
...E, elegantemente, trouxe consigo
A beleza de um céu azul...e, ainda, nebuloso...
O que cabe ao tempo, não se sabe...
...Senão aquilo que lhe é pertinente...
Ainda que se saiba da noite,
Não sabemos, ao certo, o que virá...




Paz e bem a todos :)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Poesia I

Ir além das fronteiras... ser humano
E ainda buscar o que não é... sendo
Ainda o que deve e não, estando
Acesa a alma... sem engano...


Perdida pela selva celeste,
Inebriada pelas maravilhas estrelares,
Entorpecida pelo que previste:
Não se assusta pelos inúmeros olhares...


Mas esconde a face frente à morte,
E reduz a vida para que não pereça,
Desconhecendo o medo, braço forte!


Eis que se revela, com cautela, ó dor!
E não permite que, então, se esqueça
Do que verdadeiramente é o bel-Amor...


P.I

Inefável Sensação Avassaladora II

"Apenas mais cinco minutos... E o tempo, consigo mesmo, eterniza-se num instante inefável de carinho e ansiedade... Uma indescritível redundância repleta de carinho, de palavras desmedidas (e que medida melhor, senão àquela que diz que "a melhor medida de amar é amar sem medidas"?), não efêmeras, mas repletas de verdades.
Buscamos tanto, não é verdade? E não encontramos nada... e quando nos permitimos parar de buscar, o que se almeja é posto diante de nossos olhos a ponto de não crermos que realmente é o que é..." - Prelúdio.


Ante à noite, ora quente, ora fria,
Sob o olhar da lua que vagueia
Docemente sobre o céu, semeia
A felicidade sobre a nostaugia...
Eis que paira a tenra essência
Do sentimento de quem devaneia...


Calo meu ar com um suspiro
Enquanto debruça em palavras
A alma minha com os delírios
Que não são meus... e acalmas
O que não é simples, feito lírios
Do jardim, este, meu esconderijo...


Vens... és plácida como o luar
E carrega-me nos teus braços...
E me fazes ninar tão facilmente
Que percebes, ante os espaços,
Mas preferes esquecer, o eloquente
Verbo indefinível chamado amar...




I.S.A. II


Dedicado à Isadora Rocha ;-)




Paz e bem a todos!!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Da Maiêutica I

"Ao meu redor procuro entender o que virá
Se bem longe eu vou estar...
Diante de TI eu entreguei os meus caminhos
Pra Te sentir e nunca mais chorar sozinho...
Mas cansado estou e fraco a esperar...
Que Tua doce voz venha meu sono despertar..."♪ Rosa de Saron - As dores do silêncio


Enquanto passamos dias a fio buscando algo que não sabemos, ao certo, o que é, não nos damos conta do quanto em tempo é desperdiçado. Recobro a maieutica... por mais uma vez balbucio mais algumas palavras que, para alguns têm valor :)
É com os que me importo. Há tanto o que ser feito, mas fazemos tanto para PERMANECER... permanecer estagnados, permanecer numa pseudo-evolução... simplesmente, permanecer... Orações diárias, leituras cotidianas... diálogos produtivos e proveitosos...? Não sei :) Apenas, permanecemos. O que há? o que se passa?!
Muitos buscam valores... e ainda exigem tais valores nos seus próximos... entretanto... onde estão os próprios valores? Existem? Não... há, unicamente, uma forma absoluta de querer e não ser "querido"... É algo muito engraçado isso. Não olhamos ao nosso redor. Esquecemos dos nossos pensamentos. Esquecemos de uma singela passagem que muitos conhecem e diz "o que se planta, colhe-se" :)
Se semeio amor, logicamente tendo sido bem semeado, não haverá meio de nascer ódio ou rancor. Se semeio compreensão, é óbvio que não nascerá uma árvore de discórdia. E creio muito bem que o contrário também aconteça. Ou não?! Isso é lógica matemática?! Não, é uma sutil observação empírica :) Não posso colher maçãs se plantar com sementes de uva :)
Ah, mas o rancor é tão bom... o ódio é tão maravilhoso... ambos nos fazem crescer o EGO (eita vilãozinho chato.........rs) e vendar nossos olhos para o que somos e para o que podemos nos tornar. É fato: tudo é uma sequência de escolhas... procede?! ;)
Optar pelo amor é uma ótima solução, mas que demanda tempo e muito trabalho. Escolher ser "diferente" e não temer as consequências, não requer coragem, mas paciência... pois os resultados não vêm no processo, mas a partir da conclusão dos mesmos. :) Podemos escolher viver num mundo maravilhoso de ilusões e fantasias, ah, que lindo! Mas podemos tornar esse mundo rancoroso e cheio de ódio um real paraíso :) Alguém aee se habilita?! (opa, senti que faltou garra, coragem, mas, principalmente, o anseio por sair da ESTAGNAÇÃO...é tão bom deixar como estar, né?! para que se mover?! vamos ficar parados, gente!! rs...)
Bom mesmo é sair pela rua e observar as pessoas. Quem deu um bom dia a um pedinte hoje ae?! (cri...cri...cri... é, acho que ouvi um grilo...) Quem olhou nos olhos de um desconhecido e o amou com o Ágape!? Isso mesmo, sem preconceitos, sem se preocupar com o mau odor... e de comer?! beber?! "Tive sede e me destes de beber; tive fome e me destes de comer"???? Não?! :)
Continuamos num mundo fabuloso... e, quando nos deparamos com a realidade, é que lembramos que nossos problemas não são nada :) E não são mesmo. Dói o que passamos, até descobrirmos que existem pancadas infinitamente maiores. E só descobrimos isso no "outro", mas a real sensação... jamais descobriremos, senão, por uma fatalidade.
Não afirmo que devamos almejar que o mal recaia sobre nós... não, muito pelo contrário. Devemos só agradecer. Independentemente do que ocorra. :) Deus quer a felicidade de todos. E, se estamos em "melhor situação", por que não assistir aos que não estão? Claro!! :) Isso não nos fará melhor ou pior em nada, mas estaremos cumprindo com o que é, de fato, fonte de preocupação.
Perdemos nosso foco, diariamente, por fatores externos que influenciam nossos pensamentos fortemente. Será que somos suficientemente fortes para lutar contra isso? Será que somos hipócritas para dizer "claro que sou!!" quando, na verdade, o tempo inteiro há ataques infindáveis em nossas fraquezas? Alguém aí se sente um "sobre-humano"?!?! Cara... eu não :) Sou muito fraco... e finalizo com um lindo trecho. Boa reflexão a todos :)


"Abro o coração, coloco-me aos Teus pés,
Noite escura, agora é manhã...
Falo com Rara Calma
Sou o que sou, sem TI SOU FRACO, mas sempre
TIVE VOCÊ AQUI PERTO DE MIM..." ♪ Rara Calma - Rosa de Saron


Paz e bem a todos!!


Passivo de edição!!! :)
Pode cooperar, galerinha!! :) correções ortográficas e críticas, dicas de temas, sugestões para acréscimo nos textos, mandem ver aee!!! \o/

domingo, 2 de janeiro de 2011

Na Virada...

Na virada...
Observei muito bem a queima de fogos, mas principalmente o que causava nas pessoas...
Observei muito bem o que faziam à beira do mar... e a reação que transmitiam...
Observei muito bem o que buscavam quando diziam "feliz ano novo"... e percebi um imenso vazio...
No que crêem aquelas pessoas?! Não sei bem ao certo... Onde estava a esperança daquelas pessoas.... e a fé?! Em lugar algum, mas, unicamente, pude perceber o quão supérfluos eram os anseios... o quanto se dissipou a sensibilidade... e no que se transformou tudo aquilo que, um dia (se é que isso houve naquelas, sendo evasivo quanto a mim mesmo), fora essencial...
Onde está? Aonde foi? Não sei... :)
Apenas reconheci que tudo aquilo soube dilacerar a alma minha...
Pareço, sei, até um poço de frieza e de virtudes... Não, não sou... apenas observei... Saí de mim mesmo, anulei meu estado comum de cristão, e fitei... sim... com olhar de quem não se prende à costumes ou coisas do gênero. Fui crítico, mas pela criticidade pude sentir falta... saudade... saudade dos tempos em que as coisas eram mais belas. Andam REFORÇANDO por aí que o mundo se modernizou... Modernizara-se, e quem se importa?! Não sou mais um tagarela que reforça tamanha asneira! Percebo, sim, que nos tornamos manipulados por termos permitido manipular... se fosse avaliar, perceberia que "n" fatores seriam inerentes às possibilidades de "porquês à manipulação", e não é o que proponho neste texto.
Frio...
Distante...
Inúmeras pessoas no mesmo lugar... e aquela sutil, mas incômoda sensação de "vazio" pairava... Valores?! Bastar-me-ia o respeito, este, que não mais existe entre as pessoas... e é tão interessante como ainda se recrutam os "direitos humanos" em dadas situações: sim, exatamente, você compreendeu o sentido... sim, muito interessante...
E a essência?! Perdeu-se absolutamente! :) Que felicidade, não?! Para quê essência de alguma coisa?! Para quê valores se somos, todos, LIVRES?!?! - Parece-me que há uma doce contradição nisso...
Ter direito e ainda ser livre... que liberdade fascinante, essa...


Posto, abaixo, uma simples letra d'um cara chamado Diego Fernandes... e espero fazer algum sentido:


Tenho que ser diferente,
Preciso ser eu mesmo também.
Amar sem preconceitos,
Viver os meus preceitos
E não rotular ninguém
Hoje eu acordei com vontade de viver
Livre para amar!
Livre pra perdoar!
Livre pra respeitar!
Ser livre e nunca desistir de sonhar! 



Será que rotulo por procurar a essência?! Será que eu devo buscar mostrar que o que era realmente bom se perdera?! O que será que ainda pode ser feito?! Isso, eu não sei... Espero que alguém saiba... pois ainda respiro... e, enquanto houver pulsar, lá estarei tentando ser diferente e mostrando que é possível sê-lo :)


Paz e bem a todos...


(Texto passivo de edição...)